Presidente da Telecom Italia encontra-se com Dilma, confirma leilão de 700 MHz e nega venda da TIM


Patuano mantém sua opinião de que uma união entre TIM e a GVT traria benefícios para as duas companhias. Esteve por mais de uma hora com a presidente Dilma Roussef, quando falou de investimentos da Telecom Italia no Brasil e reafirmou sua disposição de participar do leilão da faixa de 700 MHz, que acontece em setembro. Ele disse que os investimentos da operadora, por causa da licitação, devem superar os R$ 4 bilhões previstos anteriormente.

Marco Patuano, Presidente da Telecom Italia em reunião com Dilma Rousseff dia 23 de julho (foto:divulgação)
Marco Patuano, Presidente da Telecom Italia em reunião com Dilma Rousseff dia 23 de julho (foto:divulgação)

O presidente da Telecom Italia, Marco Patuano, disse, nesta quarta-feira (23), que não há negociações entre a TIM e a GVT para uma fusão, mas reconhece que as duas empresas são complementares e que haveria ganhos de sinergias, caso se unissem. Sobre a compra da operadora pela Oi, outra especulação do mercado, sequer respondeu.

 

– Tem muita especulação entre um negócio entre a TIM e a GVT. Eu acho difícil evitar as especulações. Nós somos uma companhia com bom sucesso no serviço móvel e a GVT é uma companhia de alta qualidade no serviço fixo, então o fato que tem sinergias é óbvio. Não descartamos nada, porém não é um tema que estamos focando nesse momento. Nosso trabalho é melhorar o serviço móvel”, disse o presidente da Telecom Italia.

 

Patuano esteve por mais de uma hora com a presidente Dilma Roussef, quando falou de investimentos da Telecom Italia no Brasil e reafirmou sua disposição de participar do leilão da faixa de 700 MHz, que acontece em setembro. Ele disse que os investimentos da operadora, por causa da licitação, devem superar de 10% a 15% os R$ 4 bilhões previstos anteriormente.

 

Sobre a venda de bônus conversíveis pela Telefónica, com o intuito de reduzir sua participação na Telecom Italia, o executivo afirmou que isso não muda em nada a estratégia da companhia, que atualmente toma decisões independentemente de acionistas. “Esse é o nosso interesse e até agora e esse tem sido o relacionamento com a Telefónica. Nunca tivemos problemas desse tipo no país”, disse.

 

 

Mas sobre a possibilidade dessa redução interferir nas decisões dos órgãos reguladores brasileiros na questão Telefónica/TIM, Patuano disse que, obviamente, não pode opinar sobre o tema.

 

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