Presidente da PT, controlador da Vivo, pede a Lula redução de imposto para banda larga.


O presidente da Portugal Telecom, Zeinal Bava, encontrou-se hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reiterou a posição da empresa em manter os investimentos no país. O executivo comprometeu-se com Lula a apoiar, através da Vivo, o programa do governo federal de levar a banda larga para as escolas rurais e população …

O presidente da Portugal Telecom, Zeinal Bava, encontrou-se hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reiterou a posição da empresa em manter os investimentos no país. O executivo comprometeu-se com Lula a apoiar, através da Vivo, o programa do governo federal de levar a banda larga para as escolas rurais e população de baixa renda, mas, pediu, em contrapartida, que seja reduzida a carga tributária para a 3G.

 “Nós aceitamos o chamamento do governo e vamos apoiar vários projetos sociais. Mas para massificarmos a internet e a banda larga móvel é preciso reduzir a carga tributária, que representa 44% da receita dos serviços”, afirmou Bava.

 A  Portugal Telecom divide com a Telefónica o controle da Vivo, líder no mercado de celular, e possui ainda, no Brasil, as empresas de contact center, Dedic, e a PT Inovação, um centro de pesquisa instalado em Salvador.

A Vivo irá investir este ano R$ 2,6 bilhões, igual montante do ano passado e, segundo Bava, o dinheiro será todo canalizado para a ampliação da rede 3G.

Novo posicionamento

A PT mudou de estratégica no que se refere à ocupação do mercado de língua portuguesa. Até o ano passado, seus executivos enfatizavam a necessidade de se criar uma empresa única Brasil/Portugal (vislumbrando o ingresso na Oi, o que acabou não dando certo) para atuar nos demais países de língua portuguesa. Agora, isso mudou. Segundo Zeinal Bava, a Portugal Telecom está nos países africanos de língua portuguesa há mais de uma década e não pretende abrir mão dessa posição. “A África representa 5% dos investimentos, e 20% das receitas líquidas da Portugal Telecom”, assinalou.

A meta da operadora é apostar na Vivo e nas demais subsidiárias fora de Portugal para ampliar de 72 milhões para 100 milhões o número de clientes até 2012 e aumentar  de 50% para 66% a participação da receita obtida fora de Portugal. “O Brasil é estratégico e a Vivo é fundamental e crítica para a Portugal Telecom”, conclui o executivo.

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