Presidente da Oi diz que ambiente regulatório é o entrave para a consolidação do mercado


Para Bayard Gontijo,o investidor quer previsibilidade e estabilidade das regras e ele entende que no caso das concessões há muitas questões em abertas, entre elas, o que fazer com os sete mil imóveis da Oi?

O presidente da Oi, Bayard Gontijo, afirmou hoje, 01, que o ambiente regulatório é o principal entrave para a consolidação do mercado de telecom brasileiro. Segundo ele, a consolidação é um passo estratégico para a companhia, uma empresa de capital pulverizado que teve hoje a aprovação de seu novo conselho de administração, mas que enfrenta ambiente regulatório adverso. “Não é a dívida da Oi o principal problema para a consolidação no Brasil, e sim o ambiente regulatório.  O investidor quer estabilidade, respeito às regras e previsibilidade. E hoje no setor de telecom, para os concessionários, isto não existe”, afirmou o executivo. 

Elencou as dúvidas que cercam as concessões e que afastam os investidores:

O que acontece em 2025?( quando acaba o prazo das atuais concessões de telefonia fixa).

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– O que fazemos com os bens reversíveis? Os 7 mil imóveis da Oi?São todos reversíveis? Só uma parte? Que parte? A reversibilidade é de patrimônio ou de funcionamento? Isto tem que ficar claro. Quando faço investimentos na rede,  o que estou investindo? Em voz fixa, em mobilidade, em dados? Estes investimentos pertencem a quem?

Para o executivo, algumas dessas dúvidas não são apenas da Oi ou do mercado, mas do próprio regulador, e por isto é difícil atrair capital produtivo para o Brasil .

Licitação

O presidente da Anatel, João Rezende, afirmou, durante o Painel Telebrasil, que, se nada mudar nas concessões -mudança essa que ele entende deve ser promovida pelo Congresso Nacional – em 2023 a União terá que abrir uma nova licitação da concessão de telefonia fixa, o que, entende ele, é um forte inibidor para a atração de novos investimentos para o setor.

Conselho Administração Oi

A aprovação do novo conselho de administração da Oi irá fazer com que a empresa torne-se mais ágil e mais flexível, comemorou Gontijo. “Não tem mais o o adjetivo de minoritário ou controlador,agora tem stakeholders e acionistas, não há mais benefícios em detrimento de outro grupo. Estamos muito animados com a nova fase da companhia”, afirmou ele.

Para ele, o novo board trará ” mais facilidade de entendimento sobre os objetivos da companhia e mais agilidade para que o managment possa conduzir a Oi nesse mercado tão dinâmico e nesse momento tão desafiador”.

 

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