São Paulo – O presidente da Nextel, Francisco Valim, confirmou hoje, 16, o interesse da Nextel em participar do leilão de frequências da Anatel, que irá ocorrer no dia 17 de dezembro. Para o executivo, embora os valores dos Lotes A e B estejam com preços do megabyte até 4 vezes mais caros do que o do último leilão realizado pela agência reguladora, esta elevação não tem muita importância, tendo em vista que não haverá qualquer obrigação de cobertura. “Nós vamos para o leilão”, afirmou o executivo, que participa do Seminário Telcomp 2015.

Conforme o edital lançado pela Anatel, o valor da frequência de 1,8 GHz – ou de 1.800 MHz, de maior interesse, é a da região metropolitana de São Paulo, que está sendo vendida por R$ 449,8 milhões, o preço mínimo. Esta sobra de espectro, que era de propriedade da Unicel, empresa que entrou em falência, é importante para a Nextel, que tem apenas frequência de 3G no interior do estado de São Paulo.

A Nextel disputa praticamente sozinha esta faixa de 10 MHz, já que as operadoras de celular aqui instaladas – Claro, Vivo, Oi e  TIM estão proibidas, pelas regras da Anatel, de comprar esse espectro pois iria extrapolar o limite máximo de espectro de cada uma.

O executivo não quis adiantar porém, se a empresa só irá comprar este espectro e outras pequenas faixas que sobraram ou se vai tentar adquirir lotes em outras faixas, como as de 2,5 GHz FDD ou mesmo de 2,5 GHz TDD. “Não vou falar a estratégia da empresa”, completou ele.

Para Valim, é fundamental que haja maior compartilhamento de infraestrutura entre as operadoras brasileiras. ” A prova de que temos muito pouco interesse de compartilhamento no mercado brasileiro é o número de MVNOs que existem – apenas dois, contra centenas nos Estados Unidos”, concluiu.