Presidenciáveis apresentam propostas para a transformação digital


Transformar o Brasil em um país de base tecnológica é a aposta do candidato à presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, para garantir o crescimento. Foi o que afirmou a senadora Kátia Abreu (PDT-TO), que concorre a eleição como vice-presidente, na conferência sobre transformação digital, promovida pela Abes, nesta segunda-feira, em São Paulo.

Segundo a senadora, a criação de pólos regionais de inovação e a inclusão de matérias sobre tecnologia e empreendedorismo desde o estudo fundamental são pontos da agenda. Kátia Abreu disse que a experiência da Embrapa na área agropecuária deve servir de lição para todos os setores. “Em 40 anos, o PIB rural cresceu 220%”, disse.

A candidata a vice aproveitou o encontro com os empresários para esclarecer que Ciro Gomes não vai acabar com a reforma trabalhista, mas resolver os oito pontos que o governo ficou de consertar, mas não o fez. “Nós entendemos que as startups não podem se submeter a regras rígidas na hora de contratação de pessoal, precisam de um tratamento simplificado”, ressaltou.

Kátia Abreu também defendeu um tratamento diferenciado para os investidores-anjos. Para ela, esses fundos devem ter responsabilidades e perdas limitadas, sem tributação de renda. Além disso, entende que os subsídios, que chegam a R$ 300 bilhões por ano, só destinam 3,5% para o setor de tecnologia. “Ciro Gomes não é contra despesas tributárias, desde que sejam na hora certa e no interesse do desenvolvimento do país”, completou.

Gabinete digital

O candidato do MDB à presidência da República, Henrique Meirelles, que também compareceu à conferência, disse que, caso seja eleito, vai criar um gabinete digital de forma a transformar a tecnologia como política básica. Em paralelo, pretende adotar políticas públicas de apoio às empresas do setor e providências que garantam a estabilidade da economia e segurança jurídica para assegurar mais investimentos privados.

De acordo com Meirelles, uma das providências será acabar com o intervencionismo do governo, que altera regras “no meio do jogo”. Além disso, quer usar a tecnologia para aumentar a produtividade e investir na educação digital.

Já o candidato do partido Novo, João Amoedo,defendeu a liberdade econômica, a segurança jurídica e educação digital. Para ele, a reforma trabalhista pode facilitar o ambiente de negócios e reverter o quadro atual do Estado, que é contra o empreendedor.

Amoedo disse que o seu partido é quase uma startup, com escritórios virtuais, todos os procedimentos digitalizados e mais atuação nas redes sociais. Ele afirmou que quer usar mais tecnologia na segurança pública e na saúde e, para isso, caso eleito, vai investir em polos de desenvolvimentos.

O presidenciável pelo  PSDC, José Maria Eymael, por sua vez, disse que a transformação digital tem que estar presente em qualquer programa de governo. Porém, acredita que tudo dependerá de planejamento, foco e criação de indicadores, que permitam o acompanhamento das ações pela sociedade.

Todos os candidatos recebem dos empresários um estudo com as prioridades do setor, que se baseia em ações na área de educação, resolução das inseguranças jurídicas existentes – como a regulamentação da Lei do Software -, fomento à inovação e fortalecimento do setor empresarial, tornando a internacionalização uma realidade.

 

Anterior Nokia vai cobrar R$ 13,86 de licenciamento por aparelho 5G
Próximos Fenaert critica possível aumento da potência de rádios comunitárias

Sem comentários

Deixe o seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *