Prejuízo da Oi aumenta 268,2% no 1° tri


A concessionária registrou perdas de R$ 1,64 bilhão. Dívida líquida cresceu 7% em relação a dezembro, para R$ 40,8 bilhões, impactada pelo pagamento do Fistel no começo do ano e por aumento dos investimentos. O EBITDA encolheu 12,6%, segundo a empresa, devido ao desaquecimento da economia no país.

grafico-negativo-seta-executivo-descendoA Oi publicou na manhã desta quinta-feira, 12, o balanço financeiro dos três primeiros meses do ano. Embora tenha amargado um prejuízo 268,2% maior que no começo de 2015, de R$ 1,64 bilhão, companhia destacou a redução de custos operacionais. Segundo a empresa, teve continuidade o plano de transformação por que vem passando há mais de um ano, que prevê convergência de planos, digitalização de processos, austeridade nos custos e melhora na experiência do cliente. O Opex de rotina caiu 1,2%, para R$ 4,85 bilhões. Considerando a inflação no período, calcula que houve redução real de custos de 10%.

A concessionária experimentou retração também em outros números. A receita líquida total ficou em R$ 6,75 bilhões, 4,4% menor que um ano atrás. O EBITDA de rotina, lucro antes de amortizações, impostos e depreciações, caiu 12,2%, para R$ 1,76 bilhão. O investimento, no entanto, foi maior. O Capex aumentou 22,3%, para 1,25 bilhão, direcionado à melhoria de rede e inclui novo backbone óptico, nova rede IP, swap de fibra.

Ao destrincharmos a receita, tem-se que a empresa perdeu 3,9% das vendas no segmento residencial, onde faturou R$ 2,4 bilhões, e perdeu 10% em mobilidade pessoal (telefonia móvel), R$ 2 bilhões. Ainda assim, a tele ressalta que ampliou em 4,2% o ARPU residencial (R$ 80,8) e em 24% a receita de dados móveis, que já são 48% da receita dos clientes de celular. 33% de sua base já usa o Oi Livre, oferta em que o cliente pré-pago realiza 19% mais recargas. O ARPU móvel foi de R$ 16,7, queda de 5,7% devido à redução da VU-M.

A empresa terminou março com 69,49 milhões de unidades geradoras de receitas – terminais móveis, fixos, banda larga fixa e TV paga. O número é 5,5% menor que um ano antes. A maior retração veio da telefonia fixa, onde encolheu 7,7%. A TV por assinatura diminuiu 4,2%. No celular, a retração foi de 5%, sendo 5,3% no pré-pago e 3,2% no pós. A empresa fechou o trimestre com 45,55 milhões de usuários móveis, 38,66 milhões no pré-pago.

A companhia justifica a receita menor com o processo de diminuição de valor das tarifas de interconexão estipulado pela Anatel, terceirização da venda de aparelhos e cenário macroeconômico.

A companhia trabalha contra o tempo para equilibrar o endividamento. A dívida bruta encerrou março em R$ 49,37 bilhões (menor 10,2% em relação ao final de 2015) , mas a líquida cresceu a R$ 40,8 bilhões (maior 7% que em dezembro), impactada pela cobrança do Fistel no período. A concessionária tem R$ 8,53 bilhões em caixa e necessidade de pagar R$ 8,33 bilhões este ano. Em 2017, vencem títulos no total de R$ 8,82 bilhões. Em 2018, vencem R$ 6,8 bilhões. Os R$ 25,37 bilhões restantes devem ser pago de 2019 em diante.

A empresa confirmou que as demissões de funcionários, realizados esta semana, vão reduzir em 15,2% a despesa com pessoal nos próximos trimestres. Neste, esta despesa cresceu 11%, para R$ 657 milhões, em função de reajuste salarial e da incorporação da Serede, empresa prestadora de serviços no Rio de Janeiro.

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