Prejuízo da Ericsson dispara no terceiro trimestre


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O CEO da Ericsson, Börje Ekholm

A Ericsson divulgou no final da tarde de hoje, 20, os resultados financeiros do terceiro trimestre do ano. A companhia teve retração de 6% no faturamento ano a ano, que somou 47,8 bilhões de coroas suecas (equivalente a US$ 5,85 bilhões). Também amargou um prejuízo de US$ 526,6 milhões, 21,5 vezes maior que o registrado um ano atrás.

A empresa encolheu em todas a áreas em que atua e praticamente todos os mercados. O Brasil apareceu como exceção, graças ao aquecimento das vendas de redes de banda larga móvel.

Os resultados tiveram um impacto negativo maior que o habitual, segundo a empresa, em função de amortizações realizadas no período, dos custos do programa de reestruturação corporativa, que acarretou na demissão de 3 mil profissionais ao redor do mundo, e do provisionamento de despesas com negócios ruins. Também impactou o custo de fechamento de um centro de pesquisa localizado no Canadá.

Börje Ekholm, CEO da Ericsson, diz que manterá a estratégia atual, de corte de despesas. Também antevê que as dificuldades devem continuar no próximo trimestre, pois não há perspectiva de retomada das vendas globais. “As condições, em geral, do mercado continuam duras”, observou.

Ele explica que os contratos que estão gerando perda continuam a ser revistos, em um processo que vai durar até meados de 2018. Pelos cálculos da Ericsson, a perda com tais renegociações ficará na faixa mais elevada das expectativas negativas, ou seja, vão custar no mínimo entre US$ 367,5 milhões e US$ 612 milhões. Até lá, a empresa espera compensar isso com redução de custos de US$ 1,2 bilhão. O executivo ressaltou que apesar do cenário sombrio, o caixa será preservado, ficando estável no período.

Ekholm reafirmou o objetivo de ampliar os produtos e serviços em software para melhorar os resultados. Qualquer resultado positivo, no entanto, virá apenas a partir de 2018. Ele afirmou, também, que a companhia continua buscando uma solução “estratégica” para a divisão de vídeo – que pode ser venda ou joint venture.

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