Prefeitura inicia testes do Praças Digitais no centro de SP


A prefeitura de São Paulo anunciou hoje (1) o início dos testes com WiFi livre previsto pelo programa Praças Digitais. A praça Dom José Gaspar, no centro, foi a primeira a receber o equipamento – em funcionamento desde 26 de julho. O teste dura até outubro, quando deve assumir a empresa vencedora da licitação, a ser realizada ainda este mês. O edital será publicado daqui a 15 dias.

“Em outubro abriremos a internet nos 120 pontos do Praças Digitais”, disse Simão Pedro, secretário de Serviços da prefeitura. Segundo ele, a praça foi escolhida pois no centro circulam, por dia, cerca de 2,5 milhões de pessoas. “O objetivo é que a população se aproprie da praça. Não é apenas para quem não pode pagar, é para todos”, repetiu. Com a abertura do sinal, a Biblioteca Mario de Andrade também foi beneficiada, passando a oferecer internet aos usuários.

Na primeira semana de teste, a Idea, empresa que instalou os equipamentos provisoriamente, registrou 8,5 GB de download e 3 GB de upload de dados. Gilberto Viana Ferreira, consultor em TIC da Idea, explica que o teste vai ajudar a determinar a abrangência do sinal nas praças. Pela experiência, a Dom José Gaspar foi coberta com apenas dois equipamentos.

O link é de 34 mbps, fornecido pela Embratel. Ricardo Menezes, diretor de vendas da empresa, afirmou que a Embratel participará na licitação. Segundo Sérgio Amadeu, professor da Universidade Federal do ABC que coordena o projeto, “a tendência é ter que aumentar o link. Se não aumentar o link, não aumenta o sinal na praça. Já tivemos no pico mais de 140 pessoas. Nós vamos precisar de 100 Mbps”.

Marcelo Pimenta, diretor de infraestrutura e tecnologia da Prodam, a empresa de tecnologia da informação de São Paulo, anunciou mudanças no edital a partir da segunda consulta pública, realizada em junho. A possibilidade de uma mesma empresa receber dois dos quatro lotes foi reinserida. “Teremos de quatro a duas empresas, portanto, responsáveis pelo WiFi em São Paulo”, disse. A prefeitura pretende gastar R$ 15 milhões por ano com o Praças Digitais, totalizando R$ 45 milhões, até 2016.

Na praça, já há quem esteja usando. Emmanuel Duarte, 34, professor universitário, foi ao lançamento do projeto apenas para conhecer a iniciativa. Gostou, porém detectou um problema. “Testei a velocidade, e achei super boa. Baixei um aplicativo de medição, que chegou a marcar 5 mbps. A conexão que tive aqui é melhor que o 3G que assino. Mas ainda está muito instável”, afirmou. (Fonte: Arede)
 

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