Prefeitura de Vitória tem seu próprio Whatsapp


Com uma equipe própria de desenvolvedores, Vitória tem usado aplicativos para prestar serviços em diferentes áreas. Depois de criar um app que ajuda a detectar focos do mosquito da dengue, e de lançar o pioneiro projeto Patrulha Maria da Penha, que utiliza a tecnologia GPS para proteger as mulheres vítimas de maus tratos, a capital do Espírito Santo adotou um novo canal para que seus cidadãos se comuniquem com a prefeitura: o Whatsapp. Os cases foram mostrados hoje pelo subsecretário de Tecnologia da Informação de Vitória, Márcio Aurélio Passos, durante o 16º Wireless Mundi, realizado em São Paulo.

O canal de comunicação mais recente entrou em funcionamento em maio e complementa o Serviço 156, utilizado pela população para fazer denúncias, sugestões, reclamações ou para pedir informações. Em 2013, o 156 recebeu 430 mil chamadas, 80% resolvidas na hora. Com o Whatsapp, a prefeitura criou um portal, que recebe as mensagens enviadas pelos cidadãos, de seus smartphones, para o número (27) 988855556. O aplicativo, criado para ser lido por um computador, roda em um sistema automatizado, que responde algumas das demandas, com por exemplo, informações sobre horário de ônibus.

Já os alertas do serviço Patrulha Maria da Penha foram criados após a constatação de que o Espírito Santo tem altos índices de violência contra as mulheres. Os devices (um GPS portátil) estão com um grupo de cem mulheres, vítimas de violência. No momento em que elas se sentem ameaçadas, acionam o equipamento, que emite um sinal no centro de controle. Assim, é enviada uma viatura mais próxima que, em média, chega ao local em menos de cinco minutos. “A partir do momento em que o botão é acionado, tudo que está acontecendo é gravado. Isso tem evitado muita tragédia em Vitória”, conta Passos.

Outro projeto da capital capixaba permite que agentes da vigilância sanitária percorram os bairros munidos de smartphones ou tablets, nos quais registram os focos de dengue na cidade. Para fazer o monitoramento, os agentes utilizam planilha eletrônica – registram nesses aparelhos as informações como número de focos e localização de depósitos de água, que são transmitidos em tempo real para uma base de dados. “Hoje, temos bueiros georreferenciados e conseguimos mapear os focos”, contou Passos.

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