Preço médio do full unbundling sai por R$ 33,21 nas ofertas da Oi e Telefônica


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Com a entrada em vigor do novo sistema de oferta de atacado de 11 elementos da infraestrutura de telecomunicações (torre, duto, EILD, backhaul, unbundling, bit stream, roaming, etc.) a expectativa da Anatel é que tenham sido eliminadas as barreiras de entrada para que mais e melhores serviços de telecom sejam oferecidos, por mais operadores. ” Não sabemos se irão entrar mais players neste mercado, mas sabemos que não haverá mais barreiras artificiais”, afirmou o superintendente de Competição da agência, Carlos Baigorri. Segundo ele, inúmeros são os planos e ofertas das quatro concessionárias – Telefônica, Oi, CTBC e Sercomtel – para cada um dos itens que precisavam ser abertos, conforme o Plano Geral de Metas de Competição (PGMC). O Sistema de Negociação de Ofertas de Atacado (SNOA) começou a funcionar nesta quinta, 12, e é através dele que os operadores irão comprar e vender a infra de telecom.

 

 A implementação do sistema, que é controlado por uma terceira entidade, a ABR Telecom, faz com que os preços estejam disponíveis a todos, e a contratação será feita mediante ordem de chegada. Mas é uma míriade de preços, visto que as concessionárias, que foram obrigadas a fazer as ofertas de referência, têm modelos de negócios próprios. Mas o conceito principal é que, quanto maior o volume de circuitos, dutos ou antenas contratados, maiores os descontos.

 

Na média, porém,  o preço dos full unbundling das duas maiores concessionárias sai por R$ 33,21, o que inclui a ativação mais o uso do par metálico, e as redes de STFC e SCM.

 

Na avaliação de Baigorri,  as empresas amadureceram- principalmente as incumbents, que mudaram de postura e passaram a encarar a oferta de infraestrutura como um novo negócio. Para exemplificar esta nova postura, ele cita como exemplo o fato de as duas operadoras terem feito ofertas para toda a suas áreas de concessão, e não apenas para as cidades onde eram enquadradas como PMS (com Poder de Mercado Significativo).

 

Embora com diferenças de preços – as ofertas da Oi acabaram sendo mais baratas do que as ofertas da Telefônica – há diferenças nos modelos de negócios. A Oi, por exemplo, fez a  oferta para a maioria dos 4,8  mil municípios onde atua, e outra proposta para as principais cidades e capitais. A Telefônica, por sua vez, preferiu diferenciar pelo tipo de contratação.

Bit Stream

O preço do Bit Stream – que funciona como uma revenda de banda larga – varia conforme a velocidade, mas o de 2 Mbps é de R$ 25,00 na Oi e de R$ 32,69 na Telefônica. Isto porque, explicou Baigorri, os preços no varejo também são diferentes por operadora. 

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