Preço alto e menos uso inibiram a disputa por 700 MHz, afirmam compradores


Claro, TIM e Telefônica Vivas ficaram satisfeitas com o resultado do leilão realizado nesta terça-feira (30) pela Anatel. Cada uma delas adquiriu um lote de 10 MHz mais 10 MHz da faixa, de alcance nacional. As operadoras não sabem como vão pagar a frequência, se a vista ou a prazo, nem tão pouco se vão utilizar outras faixas para cumprir as metas do edital de 4G, na faixa de 2,5 GHz. Segundo os presidentes das companhias, ainda há tempo para uma análise mais detalhada antes de tomarem a decisão.

Sobre a falta de propostas para a segunda rodada do leilão, que acabou deserta, os presidentes disseram que não viram necessidade de mais capacidade nessa faixa. O presidente da Claro, Carlos Zenteno, disse que as companhias optaram por apresentar propostas congruentes, devido ao alto valor da frequência. Ele disse que os objetivos da Claro foram atingidos, já que adquiriu os blocos menos sujeitos a interferências.

O presidente da TIM, Rodrigo Abreu, afirma que, por ser uma frequência própria para a cobertura, não seria necessário investir em mais capacidade. “Para isso, temos a faixa de 2,5 GHz”, disse. Ele lembrou que, na Itália, os dois espectros voltados para a 4G foram licitados conjuntamente. Abreu disse ainda que a aquisição do lote era imprescindível para que as operadoras se mantenham competitivas mo mercado de banda larga móvel.

O presidente da Telefônica Vivo, Antônio Carlos Valente, disse, por sua vez, que com os 20 MHz que a empresa dispõe na faixa de 2,5 GHz, é possível fazer um projeto de engenharia muito bom para atender aos seus clientes. Ele salienta, entretanto, que o resultado da licitação foi influenciado pela não participação da Oi.

A próxima ação das operadoras visa a redução do prazo para a instalação do serviço que, de acordo com o cronograma divulgado pelo governo, o desligamento do sinal analógico da TV só será concluído em 2018, especialmente nas cidades de maior interesse econômico das teles, como Rio de Janeiro e São Paulo. Pelo edital do leilão, o serviço só será liberado 12 meses depois.

 

 

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