Positivo não reduz preço e adia decisão sobre laptops


  Depois de quase duas horas aguardando uma proposta da Positivo Informática, que não respondeu à última mensagem do pregoeiro, foram suspensas até amanhã, às 9h30, as negociações com a empresa para redução dos preços dos laptops educacionais do projeto Um Computador por Aluno (UCA). A Positivo fez o menor lance da concorrência do MEC, …

 

Depois de quase duas horas aguardando uma proposta da Positivo Informática, que não respondeu à última mensagem do pregoeiro, foram suspensas até amanhã, às 9h30, as negociações com a empresa para redução dos preços dos laptops educacionais do projeto Um Computador por Aluno (UCA). A Positivo fez o menor lance da concorrência do MEC, no valor de R$ 98,180 milhões, equivalente a R$ 654,53 (ou US$ 339), mas o governo considerou o preço alto. Se não houver melhora na proposta, a compra dos 150 mil laptops pode ser cancelada. “Apenas enfatizamos que há de ser um desconto bastante substancial, sob pena de não ser viabilizada a aquisição”, afirmou o administrador do pregão. Outra possibilidade é que as demais empresas, por ordem de classificação, sejam chamadas a negociar. A segunda proposta mais baixa é a da Digibras (CCE, modelo CM 21), no valor de R$ 98,8 milhões; seguida pela Simm (OLPC XO), de R$ 104,5 milhões.

A Positivo argumentou que o projeto é de alta complexidade: “num país de dimensões continentais, com três anos de garantia, instalação on site em todas as escolas, com desembalagem e configuração de servidor.” E pediu tempo para analisar as possibilidades de descontos. Com a demora em apresentá-las, a negociação foi estendida para amanhã. O UCA, programa do governo federal, pretende distribuir os laptops a 300 escolas brasileiras. Foi inspirado no projeto da OLPC, inicialmente denominado laptop de US$ 100, numa referência à necessidade de se romper os paradigmas de preço da indústria de computadores, com o propósito de criar uma alternativa de baixo custo para a educação.

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