Positivo anuncia smartphone com processador de oito núcleos


O Positivo Octa tem processador de oito núcleos, gorilla glass na parte traseira, e virá nas cores branca, preta e dourada.
O Positivo Octa tem processador de oito núcleos, gorilla glass na parte traseira, e virá nas cores branca, preta e dourada.

A Positivo Informática lançou hoje (24), em São Paulo, quatro novos modelos de telefones celulares, três deles, smartphones. A maior novidade é o aparelho Positivo Octa X800, que traz processador Mediatek de oito núcleos, 1 GB de RAM, tela IPS HD de 5 polegadas e entrada para dois cartões SIM. O dispositivo será vendido nas cores preta, branca e dourada por R$ 899 (8 GB) e R$ 949 (16 GB). O armazenamento pode ser aumentado com cartões microSD.

Segundo Hélio Rotenberg, presidente da companhia, o lançamento se enquadra na estratégia de diversificação de produtos. A Positivo lidera no mercado de PCs no Brasil, mas persegue uma posição relevante com os smartphones. “Foram cerca de 2 bilhões de celulares vendidos no mundo em 2014. O Brasil é o quarto maior mercado depois de China, Estados Unidos e Índia”, ressalta, citando números da consultoria IDC.

A Positivo acirrou a disputa pelo consumidor de smartphones ano passado, de olho no crescimento do mercado doméstico. Atualmente, lembra Rotenberg, 76% dos celulares vendidos são smartphones. “Em 2015, o mercado brasileiro vai vender 66 milhões de celulares”, cita. No ano passado, a Positivo vendeu 550 mil celulares, dos quais, 246 mil eram smartphones. Deste, 140 mil foram vendidos apenas no último trimestre do ano.

De acordo com a fabricante, o X800 é o único no mercado com tecnologia que faz os oito núcleos trabalharem em conjunto, ao mesmo tempo. O X800 tem também câmera dianteira frontal de 5 MP e traseira de 13 MP, bateria de 2000 mAh, que dura cerca de 17 horas, e vem com sistema operacional Android 4.4 Kit Kat. A atualização para o Android 5.0 Lollipop deve ser publicada nos próximos meses.

Norberto Maraschin Filho, vice-presidente de Mobilidade da Positivo Informática, conta que a estratégia da empresa no país é continuar a oferecer produtos de baixo custo se comparados a concorrentes estrangeiros, mas com boa performance. Entretanto, abre mão de usar tecnologia 4G, considerada, ainda, incipiente.

Os chips de baixo custo 4G vão começar a chegar ao mercado mundial em maio. “No Brasil, a limpeza de faixa dos 700 MHz começa apenas em novembro. Temos projetos de aparelhos 4G, e a ideia é trazer aparelhos com preço acessível, para democratizar a tecnologia”, diz. O Octa X800 vai concorrer com aparelhos como Zenphone e o Moto G, mas deverá oferecer mais potência com um acabamento mais sofisticado, graças ao uso de vidro ultrarressistente na tela e também na parte traseira, além da espessura reduzida, de 7,9 mm.

Outro modelo anunciado foi o X400, com acabamento na cor preta. Intermediário, custará R$ 549. Traz tela de 5 polegadas IPS FWVGA, sistema operacional Android 4.4 – Kit Kat que não será atualizado, processador quad-core de 1.3GHz, memória RAM de 512MB, armazenamento interno de 4GB (expansível com cartão micro SD para até 32GB), câmeras traseira e frontal de 5 megapixels, e duplo SIM.

Na mesma faixa de preço, a Positivo Informática apresentou o S550, primeiro aparelho da marca com tela de 5,5 polegadas. Com acabamento branco, também vem com sistema operacional Android 4.4 – Kit Kat, processador dual-core de 1.0 GHz, memória RAM de 512MB, armazenamento interno de 4GB (expansível até 32GB), câmeras traseira de 5 megapixels e frontal de 2 megapixels e duplo SIM. O preço sugerido é de R$ 569.

Do 2G para o 3G
A companhia paranaense lançou, ainda, um feature phone. O aparelho, batizado de P30, será vendido com exclusividade pela TIM. Como diferencial, traz conectividade 3G, algo incomum para a categoria. Vai custar R$ 169. O aparelho vem com tela de 2,4 polegadas, câmera frontal VGA e duplo SIM. Com a conexão mais rápida, traz recursos de smartphone, como possibilidade de troca de emails, navegação na internet e acesso a redes sociais.

“O P30 era pedido faz tempo pela operadora”, diz Maraschin. Segundo o executivo, o aparelho faz sentido pela redução de importância de mercado do 2G, que já passa por refarming, e expansão do 3G.

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