Portugal Telecom, sócia da Oi, tem prejuízo de 303 milhões de euros em 2014


A sócia portuguesa da Oi, a holding Portugal Telecom (PT SGPS) divulgou no fim de semana o balanço financeiro para 2014. A empresa amargou um prejuízo líquido atribuível aos acionistas de 302,8 milhões de euros. Um ano antes, a companhia havia registrado lucro de 331 milhões de euros. O EBITDA ficou negativo 26,6 milhões (maior 46%).

O resultado contabiliza perdas de 1,3 bilhão de euros por conta de investimentos realizados na empresa Rio Forte, do Grupo Espírito Santo, em processo falimentar. O resultado só não veio mais baixo por causa do aumento de capital da Oi para financiar a fusão com a portuguesa, e por ganhos com impostos.

Mesmo com o calote da Rio Forte, a PT SGPS fechou o ano com passivo de apenas 66 milhões de euros. Um ano antes, o passivo era de 10,1 bilhões de euros. Os aportes da Oi para a fusão e a venda de ativos explicam a diferença. Em compensação, o caixa encolheu, passando de 1,6 bilhão de euros em 2013 para 109,5 milhões de euros em dezembro de 2014. Os resultados mostram o fatiamento da companhia, que em 2013 tinha ativos de pouco mais de 12 bilhões de euros, que encolheram para não mais que 1,22 bilhão de euros – valor da participação .

Continuam a controlar a PT SGPs o Novo Banco (pedaço “saudável” do que restou do Banco Espírito Santo), com 12,6% das ações; RS Holding, com 10,05%, Telemar Norte Leste (Oi), com 10%. Com menos de 5% das ações estão Norges Bank, UBS Group, Grupo Visabeira, ControlInveste, Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização e Segurança Social e Morgan Stanley.

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