Portugal Telecom tem poder de veto sobre orçamento, estatuto e novas aquisições da Oi.


 

 

 

 

 

Aparticipação da Portugal Telecom no controle da concessionária brasileira Oi será bem maior do que o anunciado em julho do ano passado. Além de contar com um importante poder de veto nas reuniões prévias dos controladores para temas como fusão e aquisição; alteração de estatuto, e aprovação do orçamento anual, entre outros, a portuguesa indicará membros efetivos e suplentes nos conselhos de administração de dois veículos, e participará do processo de escolha do presidente da concessionária e suas subsidiárias, além de presidir o comitê de engenharia especialmente criado para ela. 

Conforme o presidente da AG Telecom (e um dos controladores da Oi), Otávio de Azevedo Marques, essa participação relevante da operadora portuguesa é proporcional aos R$ 8,3 bilhões que a empresa vai injetar nas companhias brasileiras, e, por isso, terá poder de veto sobre os temas mais sensíveis nas reuniões prévias dos controladores.

Pedro Jereissati (controlador pelo grupo La Fonte) afirmou que a nova sócia irá indicar no conselho de administração da TmarParticipações um membro efetivo, um suplente e um diretor; e na TNL (holding) dois membros efetivos e dois suplentes. A PT vai presidir também o comitê de engenharia, inovação e oferta, comitê este que assessora o conselho de administração da empresa. Conforme o fato relevante da PT, divulgado em Portugal ela também irá participar no processo de escolha dos futuros presidentes da Oi e de suas subsidiárias. O mandato de Luiz Eduardo Falco termina em dezembro deste ano.

Azevedo Marques assegurou que o papel do novo sócio não muda o perfil da Oi, que continuará a ser dirigida por empresas privadas brasileiras (AG e La Fonte), e que os argumentos para a fusão com a Brasil Telecom – de criação de uma empresa nacional forte – prevalecem. Jereissati ressaltou que, com o ingresso destes recursos, a empresa nacional ganha mais fôlego para disputar com os players estrangeiros.

Parceria

Para confirmar que esta operação é mesmo uma parceria – e não uma simples compra de participação da empresa nacionl- Jereissati reafirmou que a Oi irá comprar 10% do capital da Portugal Telecom, o que significa que terá uma das participações mais significativas na empresa portuguesa. Para isso, irá desembolsar 750 milhões de euros ( a preços das ações da PT de hoje).
Zeinal Bava, presidente da PT, por sua vez, assegurou que a empresa, com esta aquisição, mantém os seus objetivos, de apurar mais de 65% das receitas fora de seu país de origem.

Leia aqui o fato relevante da Oi <!– @page { margin: 2cm } P { margin-bottom: 0.21cm } –>

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