Portugal Telecom quer mais desoneração fiscal. Agora, para redes de celular.


O presidente da Portugal Telecom, Zeinal Bava, embora tenha elogiado a iniciativa do governo federal de desonorar o PIS/Cofins para estimular a construção de redes de bada larga fixa, pediu mais estímulos do governo para as redes de banda larga móvel, como forma de atrair mais investimentos privados. Ontem, na abertura do Futurecom, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, reclamou que as operadoras privadas estão investindo pouco (cerca de R$ 17 bilhões ao ano). “Deveria haver desoneração na banda larga móvel – nas redes 3G e 4G –  para podermos oferecer preços mais competitivos e ampliar a cobertura do serviço”, afirmou o executivo. No seu entender, o PNBL é um bom ponto de partida, mas não de chegada. 

Bava criticou também medidas regulatórias assimétricas que prejudiquem as concessionárias – no caso, a Oi, da qual a PT é sócia – alegando que estas iniciativas também são um freio para os novos investimentos. Ele lembrou que em Portugal, por exemplo, a Anacom não criou barreiras para a rede de fibra óptica, o que permitiu que a PT construisse a rede de alta velocidade em todo o território português. “As empresas precisam ter a garantia do retorno de seus investimentos”, afirmou.

Geração C

O executivo, que esteve presente no Futurecom, afirmou que a geração C (geração da conectividade) vai continuar a impulsionar o segmento em todo o mundo. Aqui no Brasil, o desempenho vem aliado ao crescimento do consumo da classe C. “Quarenta por cento da população da Europa, Estados Unidos e países do Bric nasceu no mundo da conectividade”, afirmou.

Segundo ele, os provedores de conteúdo que usam as redes de telecom deixaram de ser uma ameaça, para se tornarem parceiros dos donos da infraestrutura. “Começa a haver muito mais colaboração entre os provedores over the top e os fornecedores de largura de banda”, concluiu.

Anterior Dilma sanciona nova lei de TV paga, com dois vetos, mas não muda o acordo do mercado.
Próximos Acision anuncia novas soluções móveis e a saída de Steinhauser