Portugal Telecom convoca assembleia para fusão com Oi e joga dívida da RioForte fora do negócio.


Em longo comunicado divulgado ontem à noite à Comissão de Valores Mobiliários de Portugal (CVMC), a Portugal Telecom, convoca a assembleia de acionistas para o próximo dia 8 de setembro para referendar uma nova proposta à brasileira Oi. O documento informa que uma das etapas da negociação será eliminada, justamente aquela que iria incorporar a holding Potugal Teleom GSPS, que ficará com a dívida de quase 1 bilhão de euros. Mas os demais termos do acordo, com a incorporação das operações, está mantido.

Em longo comunicado divulgado ontem à noite à Comissão de Valores Mobiliários de Portugal (CVMC), a Portugal Telecom convoca a assembleia de acionistas para o próximo dia 8 de setembro propondo  pequenas alterações no novo acordo de acionistas com a brasileira Oi, aprovado pelas diretorias das duas teles, em 28 de julho, em função do não pagamento da dívida contraída pela operadora portuguesa de papéis da Rioforte. A PT ficará apenas com 16,9% do capital total e 17,1% do capital votante da nova empresa que surgir da fusão das duas companhias.O documento informa que uma das etapas da negociação será eliminada, justamente aquela que iria incorporar a holding Potugal Telecom  GSPS, que ficará com a dívida de quase 1 bilhão  de euros. Parmanecendo inalterados os termos do acordo firmado no Memorando de Entendimento em julho, após o estouro do escândalo do banco português.

A avaliação da PT é de que a recuperação dos quase 900 milhões de euros referentes à dívida é difícil. A PT ressalta que a celebração dos acordos com a Oi, incluindo a celebração do Contrato de Permuta e do Contrato de Opção de Compra, permitirá prosseguir a operação de combinação de negócios anunciada em 2 de outubro de 2013, “não sendo, no entanto, viável prosseguir com a fusão, tendo em conta a alteração da composição dos ativos da PT, após a execução da permuta”, assinala a operadora, na convocação da AGE. Mas os termos do acordo firmado no Memorando de Entendimento logo após a crise do grupo Espírito Santo estão integralmente mantidos.

O texto também fala de uma redução do capital social em espécie, com entrega aos acionistas das ações detidas pela PT na CorpCo que não sejam objeto da Permuta, na proporção das participações detidas, correspondentes a aproximadamente 25,6% do capital social da CorpCo. Mas entende que essa questão deve ser tratada em data posteriormente.

A empresa portuguesa diz, ainda, que “está a ser analisada uma estrutura alternativa que visaria obter, na medida do possível, os efeitos que resultariam da Fusão da PT: a unificação das bases acionistas de ambas as sociedades”.

Conforme o comunicado, o processo de ida para o novo mercado da operadora brasileira, continua.

 

 

 

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