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Nunca antes o brasileiro mudou tanto de operadora, mantendo seu número intacto, como em 2017. Dados da ABR Telecom, a entidade responsável por administrar a portabilidade numérica no Brasil, apontam que, no ano que passou, foram efetivadas 5,8 milhões de migrações, 26% mais que em 2016. O pico até então era de 2011, quando somou 5,3 milhões.

Apenas em dezembro foram 568 mil mudanças de operadora realizadas. O pico mensal da história das migrações aconteceu em agosto, quando foram efetivadas 583 mil portabilidades. Os números refletem o comportamento do consumidor na telefonia móvel.

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No gráfico, a quantidade de portabilidades realizadas mês a mês de janeiro de 2009 a dezembro de 2017. (Fonte: ABR Telecom)

Foram impactados pela ida de assinantes pré-pagos para planos controle, e de controle para o pós-pago, fenômeno incentivado pelas operadoras ao longo de 2017. Por isso, a quantidade e migrações na telefonia móvel foi três vezes superior, somando 4,4 milhões, que o fixo. Este registrou 1,4 milhão.

A tendência é de que a troca de clientes entre as teles continue quente. O ano de 2018 já tem início com grande quantidade de portabilidades efetivadas. Até hoje, 11 de janeiro, já foram concluídas 200,5 mil migrações.

O número de portabilidades completadas é menor do que o de pedidos. Os usuários solicitaram a mudança de operadora sem perder o número 6,97 milhões de vezes, sendo 5 milhões no móvel e 1,9 milhão no fixo. Uma parcela ainda será feita em 2018, outra não foi terminada por desistência dos usuários.

Uma década de portabilidade

Em setembro deste ano completa-se dez anos de portabilidade numérica no Brasil. Desde que foi implantada, em 2008, foram efetivadas 41 milhões de migrações, sendo 26,8 milhões na telefonia móvel e 14,2 milhões na fixa. Já os pedidos somaram 49,5 milhões ao todo, dos quais, 31,2 milhões no móvel e 18,3 milhões no fixo.