Política tecnológica amplia empregos qualificados no país


A retomada pelo governo brasileiro do desenvolvimento de política industrial na área de TICs vem sendo feita de forma clara e aberta ao debate. Esta avaliação foi feita por Hélio Graciosa, presidente do CpqD, durante o debate sobre os reflexos da política industrial no desenvolvimento de tecnologia, no 33º Encontro Tele.Síntese, realizado hoje em São Paulo pela Momento Editorial.

Ele destacou a importância das medidas de estímulo à fabricação local e ao desenvolvimento de tecnologia no país como fator importante para a geração de empregos qualificados, de analistas simbólicos. Ressaltou, também, que as medidas quer vêm sendo adotadas não configuram reserva de mercado, e os incentivos à inovação não têm restrição ao tipo de capital da empresa.

Enquadramento

Já o vice-presidente de estratégia e marketing para a América Latina e Caribe da Ericsson, Lourenço Coelho, lamentou o fato de a política de desenvolvimento tecnológico da empresa, que contempla o trabalho conjunto de diversos laboratórios, com cada um desenvolvendo uma parte do produto, não se enquadrar na portaria 950, do MCTI, que define o que é tecnologia nacional.

Ele disse da necessidade de atualizar esta portaria, levando em conta o cenário global de desenvimento tecnológico, e disse que a Ericsson conta com 500 pesquisadores no Brasil, entre equipe própria e as de laboratórios de pesquisa e universidades que desenvolvem projetos financiados pela empresa. Segundo ele, hoje a Ericsson tem 20 projetos de P&D em andamento no país, que já produziram mais de mil artigos e teses.

Anterior 71% das compras da Oi se referem à área de serviços
Próximos Anatel: Percentual de investimento em P&D das operadoras poderá se definido por comitê multissetorial