Plinio Aguiar defende separação de redes para expansão da banda larga


O conselheiro da Anatel, Plinio de Aguiar Junior, defendeu hoje a separação funcional das redes para a expansão da banda larga no país. Ele acredita que, com essa medida, o país poderá estabelecer como meta uma penetração de 30% nos acessos de internet banda larga nos próximos dez anos. “Sem a separação não vai haver …

O conselheiro da Anatel, Plinio de Aguiar Junior, defendeu hoje a separação funcional das redes para a expansão da banda larga no país. Ele acredita que, com essa medida, o país poderá estabelecer como meta uma penetração de 30% nos acessos de internet banda larga nos próximos dez anos. “Sem a separação não vai haver aceleração dos investimentos. Ela é essencial para gerar mais segurança para os novos entrantes investirem no país”, defendeu o conselheiro durante os debates do 13º Encontro Tele.Síntese, realizado pela Momento Editorial, para discutir as alternativas para massificar a oferta de banda larga no país.

No ranking mundial, os países escandinavos são hoje os que apresentam a maior penetração de acessos banda larga por domicílio (30%), seguidos pelos demais países europeus, que tem em média 20% das conexões em alta velocidade, e pelos Estados Unidos. Para o conselheiro, a meta de levar a banda larga para 30% dos domicílios brasileiros é factível e se sustenta em alguns fatores, entre eles, no forte investimento das operadoras, fixas e móveis, no fato de existirem 900 empresas autorizadas a prestar o SCM e na existência de 1,8 mil pequenos provedores de internet no país. “Mas para que haja mais investimento é necessário que haja competição”, enfatizou. Ele lembrou que mais de 90% dos serviços de telefonia fixa são prestados pelas incumbents, cuja infra-estrutura é a mesma que suporta mais de 70% da oferta de banda larga.

“Para que a banda larga abra novos caminhos para o desenvolvimento é preciso que haja separação funcional”, reforçou. Deu como exemplo a Inglaterra, onde houve separação de redes em janeiro de 2006 e, um ano depois, o número de acessos por meio de redes desagregadas já atingia 3,2 milhões.

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