Pharol vai participar da capitalização da Oi, e vê PLC 79 como única saída


A Pharol decidiu não fazer o seu aumento de capital, mas tem recursos próprios para acompanhar o aumento de capital da Oi. Para o CEO Luis Palha da Silva, a aprovação do PLC 79 é, porém, imprescindível para o futuro da companhia.

O CEO da Pharol, Luis Palha da Silva, assegurou ao Tele.Síntese que a sua empresa vai participar do aumento de capital da Oi, da qual é acionista, aumento esse que deverá ocorrer até o fim de fevereiro do próximo ano.

Ele corrigiu a informação publicada pelo portal, com base em agência de notícias de Portugal, de que a empresa não iria acompanhar essa capitalização, de R$ 4 bilhões, porque teria desistido de promover o seu próprio aumento de capital, que tinha sido autorizado por assembleia geral.

Segundo o executivo, a Pharol desistiu de seu próprio aumento de capital devido as condições europeias, mas tem recursos próprios suficientes para investir na concessionária brasileira.

PLC 79

Na avaliação do executivo, porém, a aprovação do PLC 79 é imprescindível. “É fundamental que o PL 79 seja votado, para o futuro da companhia”, afirmou.

O projeto permite a migração das atuais concessões de telefonia fixa para o regime privado e a venda dos bens reversíveis para serem investidos em banda larga. Sem ele, as concessionárias, como a Oi, ficam obrigadas a gastar centenas de milhões de reais para a manutenção e expansão das redes e serviço de telefonia fixa, serviço cuja essencialidade deixou de existir, conforme a própria agência reguladora.

Esse projeto, que teve uma rápida tramitação na Câmara dos Deputados, acabou parando no Senado Federal, que encerrou ontem, 19, a legislatura sem votá-lo. A expectativa de todo o mercado de telecom é que o novo presidente do Senado paute o projeto para a votação em plenário logo no início dos trabalhos legislativos, previsto para 2 de fevereiro.

Mas 2019 abre uma nova legislatura, com a renovação de todos os cargos de direção da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. E há ainda o fato novo desta eleição, que mandou para o Parlamento centenas de “marinheiros de primeira viagem” que nunca exerceram mandatos políticos. O que poderá dificultar ainda mais o efetivo início dos trabalhos legislativos.

Diferentes executivos do setor avaliam, contudo, que, se o senador Renan Calheiros (MDB/AL) estiver forte o suficiente para voltar a presidir o Senado Federal, aumentam muito as chances de o projeto ser aprovado logo no início de fevereiro e antes do prazo final da capitalização da Oi. Isso porque, Calheiros,quando presidiu a Casa, já tinha decidido que o projeto era terminativo e, com sua aprovação nas comissões temáticas não precisaria nem ser apreciado pelo plenário do Senado Federal.

Com a mudança de presidentes, quando assumiu Eunício de Oliveira (MDB/CE), a tramitação do projeto recuou, e perderam-se dois anos.

Ontem, o conselho diretor da Anatel aprovou consulta pública dos Plano Geral de Metas de Universalização e dos contratos de concessão para o período de 2021 a 2025. Esses documentos, embora tenham reduzido bastante as obrigações de investimentos das operadoras em telefonia fixa, mantêm milhões de reais em gastos nesse serviço, pois é o que determina da Lei Geral de Telecomunicações. Sem um projeto que mude essa lei, haverá um enorme “desperdício de recursos”, avisa o presidente da Anatel, Leonardo de Morais.

A Pharol

A Pharol, antes da Recuperação Judicial da operadora brasileira, era a principal acionista da Oi, com 25,7% das ações. A RJ, que aprovou a conversão da dívida em até 75% do capital da operadora, entre outras medidas, fez com que a participação da empresa portuguesa, originária da Portugal Telecom, caísse para 7,8%. Se não participasse desse novo aumento de capital, iria se diluir ainda mais, o que não é a intenção da empresa.

Anterior iPhones podem ser banidos da Alemanha
Próximos Brasil e Argentina ampliam acordo de satélites

3 Comments

  1. Wellington Menelli
    20 de dezembro de 2018

    Nunca vi uma empresa destruir tanto valor dos acionistas quanto esses incompetentes diretores da OI, capitaneados pelo Eurico teles, um camarada que não foi fiel aos acionistas controladores e nem aos acionistas minoritários.
    Infiel depositario.

  2. Marcílio Quintela
    20 de dezembro de 2018

    Eu ja tinha comentado aqui na outra postagem de vcs q a Pharol iria sim participar do aumento de capital da Oi explicando q a mesma só tinha desistido do próprio aumento de capital!
    Corrijam ai q o aumento de capital da Oi n irá ate fevereiro . Termina entre 04 e 07 de Janeiro!

  3. denis
    21 de dezembro de 2018

    A PLC 79 é um absurdo. Os imóveis pertencem a união e devem ser devolvidos. São bilhões que podem ser reinvestidos em educação e saúde. Não faz sentido algum que ele vá para as empresas.