Pharol quer indenização de € 2 bilhões da Oi


Pharol acusa Oi de não prestar informações corretas na época da venda dos ativos da Portugal Telecom. A operadora brasileira, por sua vez, considera leviana a divulgação prematura dessa ação, que ainda nem conhece.

A Pharol abriu novo processo contra a Oi em Portugal. Desta vez, a acionista quer compensação financeira de € 2 bilhões, incluindo juros e correção. A companhia portuguesa alega que a Oi não prestou a devida informação em assembleias de acionistas realizadas em 2014 e 2015. Nestas reuniões, foi decidida a venda dos ativos da Portugal Telecom.

“O comportamento da Oi na prestação de informações, ao longo da relação com a PHAROL, anteriormente Portugal Telecom, nomeadamente, aquando das Assembleias Gerais que tiveram lugar em Lisboa em 8 de Setembro de 2014 e 12 e 22 de Janeiro de 2015, onde foi decidida a alienação da PT Portugal à Altice, lesou gravemente os direitos e interesses da PHAROL e dos seus milhares de acionistas”, diz a Pharol, em comunicado.

A Pharol está em litígio com a Oi desde o início da recuperação judicial da concessionária brasileira. A venda  da Portugal Telecom aconteceu antes do pedido de recuperação judicial. À época, Oi e PT Telecom planejavam fundir as operações criando uma grande multinacional de telecomunicações luso-brasileira.

O negócio naufragou, no entanto, quando da descoberta de um rombo de € 897 milhões no caixa da Portugal Telecom, que investiu em títulos do Grupo Espírito Santo, que veio a falir. A Pharol foi então criada tendo como ativo apenas as ações da sociedade com a Oi, além do protesto do montante devido pelo Grupo Espírito Santo.

Com a recuperação judicial da Oi, a empresa portuguesa viu sua fatia na tele brasileira encolher. Atualmente, é a terceira principal acionista da Oi, com 7,85% do capital. Parcela esta que deve diminuir com o novo aumento de capital previsto para acontecer até fevereiro de 2019.

Posição Oi

A Oi informa que não recebeu qualquer citação da justiça Portuguesa e não tem conhecimento dessa ação judicial. ” A Oi não comenta discussões judiciais e considera leviana, temerária e oportunista a divulgação prematura que foi realizada”.

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