Petrobras afirma que não há registro de violações de informações da empresa


Nos últimos dois anos, o sistema de segurança não registrou tentativas de ataques ou violações às informações estratégicas da Petrobras, que estão criptografadas e armazenadas no centro integrado de dados da empresa. A afirmação foi feita nesta quarta-feira (18), pela presidente da companhia, Graça Foster, em audiência pública no Senado. Segundo ela, a empresa investiu este ano R$ 3,9 bilhões em segurança da informação, cifra que subirá para R$ 21,2 bilhões até 2017.

Ao comentar as denúncias de que o governo norte-americano teria monitorado informações estratégicas da petrolífera brasileira, conforme matéria divulgada pelo “Fantástico”, Graça disse que a informação causou desconforto e aumentou a preocupação da empresa com essa questão, mas não acredita que qualquer empresa terá mais conhecimento do Campo de Libra, que será leiloado no dia 21 de outubro, que a Petrobras. “O campo foi descoberto e testado por nós”, lembrou.

A presidente admitiu, contudo, que a empresa conta o suporte de 36 empresas em atividades específicas do centro, 16 das quais brasileiras e 14 norte-americanas, além de outras da Alemanha, Israel, Japão e China. Ela justificou, explicando que nas atividades do centro são usadas tecnologias que não são desenvolvidas pelo país. A criptografia, por exemplo, é fornecida por três empresas norte-americanas: a Cisco, a Juniper e a Sophus. Mas informou que nenhuma empresa tem acesso ao todo do centro de dados da empresa, que é gerenciado diretamente pela Petrobras, que também faz o controle do acesso aos dados, com o apoio de equipes especializadas em tecnologia da informação e telecomunicações, com presença de 243 doutores e mestres na área.

Como exemplo do nível de segurança da informação da empresa, Graça afirmou que entre 9 de agosto e 9 de setembro, foram enviados 195,9 milhões de emails para a Petrobras, mas só 16,5 milhões foram efetivamente entregues aos destinatários. Além disso, informou que as informações estratégicas da empresa não trafegam pela internet. Ela adiantou que o centro de dados é sujeito a acesso controlado e restrito, com uso de mecanismos que vão desde identificação biométrica dos usuários a até mesmo o peso da pessoa, aferido tanto na entrada como na saída.

 

No entendimento da presidente da Petrobras, as denúncias não justificam o adiamento do leilão do Campo de Libra, como defendem alguns parlamentares.  Ela afirmou que essa decisão é do governo.

A audiência pública debateu a confiabilidade dos sistemas de segurança da Petrobras diante das denúncias de que a empresa foi alvo de espionagem pela agência de segurança dos EUA (NSA, na sigla em inglês). A reunião foi uma realização conjunta da CPI da Espionagem com as Comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE).

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