Pesquisa aponta perda de receitas das teles com m-commerce


Pesquisa feita pela KPMG, aponta que 74% dos 137 executivos de empresas de telecomunicações de 62 países da África, Oriente Médio, região Ásia-Pacífico, Europa e Américas do Norte e do Sul, preveem que o m-commerce, tal como o as transações bancárias via celular (mobile banking), é uma tendência que muito provavelmente impactará o setor, seguida de perto pela convergência de serviços (71%).

 

Novos fluxos independentes de receita e sistemas de faturamento relacionados a esses serviços serão uma fonte principal de perda de receita por desvios e fraudes. As áreas mais vulneráveis são os fluxos de receita com os maiores volumes de pagamentos, incluindo o roaming pré-pago e os planos pós-pagos.

No Brasil, a pesquisa demonstra que 53% de perdas de receitas são esperados pelos operadores. “O levantamento mostrou ainda que a maior parte do trabalho relacionado às garantias de receitas ainda é manual, o que provavelmente contribui para que a maioria dos operadores condene a terceirização da função, além de apresentarem um alto nível de insatisfação com as ferramentas disponíveis aos gestores desse segmento”, destaca Timothy Norris, diretor da área de Performance & Technology da KPMG no Brasil.

Fazendo uma comparação com as constatações da primeira pesquisa Global de Asseguração de Receita (RA, na sigla em inglês), realizada em 2009, os dados para a Europa e América, as quais vivenciaram um aumento nos serviços pré-pagos e de dados, revelam que as perdas de receitas por desvios mais que dobraram. Como percentagem da receita, as perdas de receita por desvios na África e Oriente Médio são as maiores, com 32% (das empresas nessa região) relatando perdas entre 1% a 10% da receita, e 18% relatando perdas maiores que 10%. Prestadoras de serviços de telecomunicação na Região Ásia-Pacífico estão se saindo melhor, com 15% delas relatando perdas de receita entre 1% e 10%.

(Da redação)

 

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