Permanência dos empresários na Confecom será definida após reunião com ministros


Os debates sobre o regimento interno da Conferência Nacional de Comunicação estão parados à espera de uma decisão do governo sobre os pleitos dos empresários. O ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse hoje que não vê problemas na continuação dos representantes das entidades empresariais na comissão organizadora do evento, mas não adiantou se irá atender …

Os debates sobre o regimento interno da Conferência Nacional de Comunicação estão parados à espera de uma decisão do governo sobre os pleitos dos empresários. O ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse hoje que não vê problemas na continuação dos representantes das entidades empresariais na comissão organizadora do evento, mas não adiantou se irá atender algum dos pedidos deles.

Os empresários se reuniram hoje, na sede da Abert (Associação Brasileira de Rádio e Televisão) em Brasília, mas não houve nenhuma definição. “Vamos esperar a posição do governo na próxima semana”, disse Eduardo Parajo, presidente da Abranet (Associação Brasileira dos Provedores de Acesso, Serviços e Informação da Internet).

Os empresários entregaram na semana passada um documento ao ministro Hélio Costa, apresentando propostas de premissas e conceitos para assegurar a efetiva participação das entidades nos debates. Eles não participaram da reunião da comissão da quarta-feira passada e ameaçaram sair do evento, alegando que não vão aceitar o papel de homologadores das decisões dos movimentos sociais e do governo. Eles defendem uma forma de representatividade que garanta a participação 'democrática' de todos os integrantes.

Segundo Costa, essas reivindicações serão reapresentada pelos empresários em uma reunião entre os três ministros responsáveis pela coordenação da Confecom, o próprio Costa, Franklin Martins (Secretaria de Comunicação Social) e Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência), que acontecerá no próximo dia 5 de agosto. Os representantes do setor de radiodifusão, mídia impressa, telecomunicações e provedores de internet, apesar de divergentes em muitos pontos, se mantiveram unidos nos debates da Confecom.

Para o ministro, a preocupação maior é com relação à recomposição dos recursos para realização do evento, ainda não efetivado pelo governo, apesar das promessas. A conferência, que contava com recursos orçamentais da ordem de R$ 8,2 milhões, ficou com apenas R$ 1,6 milhão após o corte promovido no orçamento. Um projeto propondo a recomposição já está na Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional, mas a comissão organizadora defende a adoção de uma providência imediata, como a edição de um decreto.

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