Percepção sobre IoT começa a amadurecer entre gestores de TI, diz pesquisa


O conceito de IoT (Internet das Coisas) entre os executivos brasileiros começa, finalmente, a ganhar uma forma. Isso pode ser visto em parte no resultado da pesquisa IoT Snapshot 2017, promovida pela Logicalis, no qual entre os principais benefícios esperados  dos projetos de IoT estão o aumento da inteligência e suporte na tomada de decisão, os itens menos votados no levantamento do ano passado, além do reforço da plataforma como capaz de gerar novas fontes de receita. Em 2016, o que mais se buscava era integração e interação (56%), automação (43%), monitoramento (36%) e gestão de processos (34%).

“Houve uma evolução na percepção do benefício de IoT que, este ano, está mais qualificada. O executivo começa a ver a solução como um elemento que pode diferenciar a sua proposta de valor”, observou Rodrigo Parreira, presidente da Logicalis. Ele também chamou a atenção para o fato de que também há um entendimento maior sobre os componentes de IoT. No IoT Snapshot 2016 eram relatados como esses componentes basicamente sistemas analíticos, sensores e rede, com a conectividade. Agora, entram nesse universo outras ferramentas, como machine learning, a plataforma, segurança e aplicações.

Quando se trata de adoção da plataforma, o cenário permanece estável apesar de mais qualificado. Já adotam a solução 18% dos entrevistados, 19% estão em processo de adoção, 22% já utiliza soluções IoT há  um ano, 3% não adota mas têm planos e 38% diz que não tem perspectiva de utilização da Internet das Coisas.

Ao se traduzir essa disposição para segmentos, as utilities lideram a adoção de soluções, com 45% , enquanto 9% têm planos, 18% quer fazer isso em um ano e 27% não planejada nada nessa área. Agronegócios continuam, por sua vez, sendo uma das áreas mais promissoras desse mercado.  De acordo com o levantamento, 30% já adotou, 20% em prova de conceito e 20% com planos para até um ano.

Para 33% dos entrevistados, os investimentos serão maiores que 2016, 35% dizem que se trata de investimento inicial, 20% vai repetir o desempenho de 2016, e 12% reduziu o gasto nesse segmento. Entre os desafios, o maior continua sendo a justificativa financeira, e a cultura e falta de conhecimento afetam 24%. A questão da segurança de dados foi relatada por apenas 6% dos entrevistados entre os obstáculos, mas na visão de Parreira isso está mais relacionado ao desconhecimento que certos gestores ainda têm dessa área e à medida que isso for revertido, crescerá também a percepção de riscos das vulnerabilidades.

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