Pequenos provedores reivindicam acesso a frequências. TIM quer compartilhamento.


Com 22% do mercado de banda larga do país e investimentos anuais de R$ 1 bilhão, mais de 3.500 pequenos provedores estão prontos para crescer e levando o serviço principalmente em lugares onde não há interesse econômico das grandes operadoras. “Nós precisamos de mais frequências além daquelas públicas [5.8 GHz e 2.4 GHz] que já estão saturadas, de mais pontos de presença [PoPs] da Telebras e ampliação dos PTTs [Pontos de Trocas de Tráfego]”, reivindicou o presidente da Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint), Basílio Perez, durante o 31º Encontro Tele.Síntese, realizado nesta terça-feira (6), em Brasília.

Segundo Perez, no último leilão de frequência feito pela Anatel, ao invés de oferecer condições assimétricas para os pequenos provedores para aquisição de lotes, especialmente da faixa de 450 MHz, os benefícios foram ofertados para as grandes operadoras.  Como resultado dessa política, ficaram fora da licitação, mas não perderam  a esperança de ter melhor sorte no leilão da frequência de 3,5 GHz. “Nossa atuação é complementar e imprescindível para a massificação da banda larga no país”, disse.

Os pequenos provedores já estão em todas as cidades brasileiras, com exceção de 23 delas, mas não devem tardar a chegar lá. “Além do serviço prestado via rádio, muitas dessas pequenas empresas estão construindo redes físicas e hoje já são responsáveis pela compra de 25% da produção de fibras ópticas do país”, disse Perez. Essas empresas respondem também por 70 mil empregos.

Compartilhamento

Para o gerente de relações institucionais da TIM, Leandro Guerra, a oferta de banda larga em pequenos municípios e área rural e regiões remotas do país depende de compartilhamento de infraestrutura. “E não só da infraestrutura passiva, mas também do backhaul, garantindo a redução de custo necessária para levar o serviço a esses lugares pouco atrativos economicamente”, sustenta.

Guerra acredita que o Plano Geral de Metas de Competição (PGMC), aprovado pela Anatel na semana passada e o regulamento de EILD (oferta de banda larga no atacado),  vão ajudar nesse esforço, bem como as ações do governo de redução de impostos para construção de redes e desoneração de equipamentos. Ele disse que a TIM também está fazendo a sua parte, investindo em redes de fibras ópticas, que chegarão ao final de 2014 com 50 mil km.

Além disso, destaca o que a operadora chama de Transamazônica Digital, a rede que está construindo no Norte do país com uso de 3.600 torres, algumas com mais de 30 metros de altura.“Nós já fechamos uma parceria com a Telebras para troca de capacidade da rede e estamos disponibilizando o compartilhamento para todas as operadoras”, disse. A rede deve estar concluída no primeiro trimestre de 2013.

 

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