Pequenos provedores começam oferta de TV em setembro


A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já mantém conversas iniciais para tratar de forma diferenciada os provedores de acesso regionais quanto às exigências do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC), que regulamenta a TV Paga. “Podemos estudar assimetria para os pequenos provedores”, afirmou Marconi Maya, superintendente de comunicação de massa da agência.

O superintendente explica, porém, que a flexibilização nas obrigações não se daria em qualidade ou no carregamento de canais. “Disso não há como fugir”, declarou durante o 4º Encontro Nacional de Provedores de Acesso, promovido pela Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint), que se realiza em São Paulo.

Segundo ele, até o momento, menos de dez provedores de acesso regionais entraram com pedidos de outorga na agência, a maioria com planos de atuação no interior de São Paulo e Rio de Janeiro. Uma companhia, porém, pediu outorga de SeAC no Tocantins, o que demonstra uma vontade de interiorização do serviço. 

Apesar do número baixo de pedidos de outorga de SeAC até o momento por provedores regionais, são muitos os interessados em oferecer TV Paga, de acordo com Wardner Maia, presidente da Abrint. O interesse cresce à medida em que grande parte dos provedores regionais está investindo em fibra, diz. Maia afirma que, em setembro, já haverá oferta de TV paga por operadoras regionais. 

Segundo ele, a flexibilização das regras da TV paga para permitir a entrada dos provedores regionais já ocorreu: o SeAC permite a oferta de TV paga apenas em parte dos municípios. Ainda assim, indica ele, a flexibilização das regras do SeAC quanto à prestação de contas – indicado por Maia – pode ser uma ajuda.

Hoje, uma das principais barreiras de entrada está no preço de aquisição de conteúdo. O preço cobrado pelas programadoras varia de acordo com o volume comprado, de forma que as grandes provedoras de serviço de TV por assinatura têm vantagem. Para contornar este problema, as provedoras regionais avaliam a compra conjunta pela Associação NeoTV, por exemplo, conforme explica o presidente da Abrint.

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