Pequenas antenas ajudam a mitigar impacto na estética urbana


As novas tecnologias, especialmente a minituarização das antenas para melhorar a cobertura do sinal no ambiente interno de empresas e domicílios ou mesmo em área externa, em um ponto determinado de uma rua, podem ajudar a dar resposta a um segundo problema. As restrições das legislações municipais à instalação de antenas, fenômeno que ocorre tanto no Brsil como em vários outros países. “As small cells mitigam o impacto da rede celular na estética urbana”, disse Leonado Finizola e Silva, diretor de soluções da Alcatel-Lucent.

No entanto, lembrou ele, ao participar do 30º Encontro Tele.Síntese, realizado hoje em São Paulo, as small cells – ou pequenas estações radiobase para reforçar a cobertura em pontos determinados seja no ambiente externo (colocadas em postes, por exemplo) seja no ambiente interno – são importantes para aumentar a capacidade da rede, mas não são soluções para fazer a cobertura. E no processo de ampliação da capacidade são uma solução mais barata do que a instalação de nova portadora. “Um estudo de caso que fizemos na Antuérpia demonstra uma economia no custo total de operação de 35%”, disse Finizola.

Finizola criticou a demora da Anatel em aprovar a instalação das small cells na rede brasileira, sem a cobrança do Fistel (a taxa de fiscalização) que acabaria inviabilizando a compra do dispositivo pelo usuário. Segundo ele, a liberação, que deve ocorrer brevemente segundo a Anatel está atrasada dois anos. “Nesse período, o governo deixou de arrecadar R$ 20 milhões em impostos com os cem mil equipamentos que seriam comercializados por todos os fornecedores, segundo nossas estimativas”, disse.

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