Penetração celular também retrata concentração de renda


A posse de telefone móvel celular para uso pessoal mostrou-se mais difundida na população do que o acesso à internet. Entre as pessoas de 10 anos ou mais de idade, 36,7% (56 milhões) tinham telefone móvel para uso pessoal. A proporção de pessoas com celular era maior nas regiões Sul (47,6%) e Centro-Oeste (47,5%); em …

A posse de telefone móvel celular para uso pessoal mostrou-se mais difundida na população do que o acesso à internet. Entre as pessoas de 10 anos ou mais de idade, 36,7% (56 milhões) tinham telefone móvel para uso pessoal. A proporção de pessoas com celular era maior nas regiões Sul (47,6%) e Centro-Oeste (47,5%); em seguida, veio a Sudeste (41%). Os dados são do suplemento da PNAD sobre acesso à internet e posse de celular para uso pessoal, divulgado hoje, 23 de março.

Também reflexo da disparidade de renda, a penetração foi muito menor no Norte (26,8%) e Nordeste (23,8%). Entre as unidades da federação, o Distrito Federal é a de maior penetração (66,3%), seguida do Rio Grande do Sul (54,7%). No outro extremo, os níveis mais baixos de penetração foram os do Maranhão (14,2%) e Piauí (16,8%).

Pobres e ricos

Nas regiões metropolitanas, o distanciamento entre os extremos foi menor. Os mais baixos percentuais foram os das RMs de Fortaleza (40%) e Belém (40,7%), e o maior, destacado dos demais, foi o da RM de Porto Alegre (63,3%). O percentual de homens que tinham celular (38,2%) foi maior do que o de mulheres (35,4%) e quase a metade(49,4%) das pessoas da faixa etária de 25 a 29 anos tinham esse tipo de terminal.

Esse percentual foi de 19,3% na faixa etária de 10 a 14 anos, e 16,9%, na de 60 anos ou mais de idade. Esse comportamento foi observado em todas as grandes regiões, exceto na Sul, onde o máximo desse indicador ocorreu na faixa de 20 a 24 anos de idade.

Estudo e rendimento

Escolaridade e rendimento domiciliar influenciaram na posse do telefone celular. O número médio de anos de estudo das pessoas que tinham celular foi 9,2 anos, enquanto o das que não o possuíam, 5,2 anos. Entre as pessoas sem instrução ou com menos de 1 ano de estudo, apenas 8,5% tinham celular, enquanto no dos indivíduos com 15 anos ou mais de estudo esse percentual atingiu 82,9%.

O rendimento médio mensal domiciliar per capita das pessoas com celular alcançou R$ 772,00, enquanto o das que não tinham esse tipo de telefone ficou em R$ 299,00. Na faixa dos sem rendimento a ¼ do salário mínimo de rendimento mensal domiciliar per capita, a proporção de pessoas que tinham celular se situou em 10,4% e, na de mais de 5 salários mínimos, atingiu 82,1%.

Estudantes e trabalhadores

Entre estudantes e não-estudantes, a propriedade de celular ficou no mesmo nível (36,3% e 36,9%, respectivamente). O número de donos de celulares era muito maior na população ocupada do que na não-ocupada, tanto entre homens como mulheres, e em todas as grandes regiões. No Brasil, 44,4% da população ocupada e 26,6% da não  ocupada tinham celular para uso pessoal.

Entre os ocupados, no grupo de trabalhadores agrícolas, apenas 12,4% tinham celular; no de serviços 36,7% possuíam o dispositivo. Entre as pessoas ocupadas, a presença de celular eram maior entre os dirigentes em geral (79,1%), profissionais das ciências e das artes (78,4%) e membros das forças armadas e auxiliares (76,4%). Em um segundo nível, vinham os grupamentos dos trabalhadores de serviços administrativos (69,6%) e dos técnicos de nível médio (69,2%). (Da Redação)

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