No Twitter, Trump ordena empresas americanas a deixarem a China e eleva impostos


Em um novo capítulo da guerra comercial travada entre Estados Unidos e China, o presidente norte-americano Donald Trump disse, através de sua conta no Twitter, que “ordena” as empresas do país com linha de produção no país asiático a procurarem outros locais para suas fábricas, incluindo os próprios EUA.

A ordem extraoficial se deu em meio a uma sequência de mensagens nas quais ele critica os chineses, acusa-os de violação de propriedade intelectual e diz que os EUA “não precisam da China”. Ele não apresentou qualquer prova quanto às acusações de roubo de “trilhões” em patentes, nem apontou a nenhum caso específico que já tenha sido julgado na Justiça.

Os tuítes de Trump foram respostas a retaliações chinesas anunciadas nesta sexta-feira, 23. A alfândega da China anunciou a elevação de tarifas de importação para uma série de produtos norte-americanos, em reposta aos aumentos de taxas que serão feitos pelos EUA em 1º de setembro e em 15 de dezembro. Ao todo, US$ 300 bilhões em produtos chineses terão de pagar 10% mais impostos que os oriundos de outros países.

Por sua vez, a China avisou hoje que vai tributar o equivalente a US$ 75 bilhões em produtos importados dos EUA a partir de 1º de setembro. Novo aumento pode acontecer em 15 de dezembro. A medida é uma resposta ao “unilateralismo e protecionismo comercial” estadunidense, diz comunicado oficial. Além disso, haverá aumento de impostos sobre carros norte-americanos.

No mesmo comunicado, a China cobra dos EUA abertura para negociação e diz que é possível chegar a um cenário de “ganha-ganha” nas relações comerciais entre ambos os países.

Mas, poucas horas depois, Trump voltou à carga. Em nova sequência de mensagens, disse que os EUA não apenas elevariam os impostos sobre importados chineses em 10% a partir de setembro, mas que agora, a taxa seria de 15%. Disse, ainda, que imporia aumento de impostos sobre outros US$ 250 bilhões de produtos chineses, de 25% para 30%, a partir de 1º de outubro.

A verborragia do presidente norte-americano se dá não apenas no contexto da guerra comercial com a China. Trump está também em plena campanha presidencial. Entre as mensagens contra os chineses, ele tuitou imagens e fez também comentários sobre a disputa presidencial que variaram do autoelogio ao menosprezo por competidores do partido Democrata (oposição).

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