Pelo menos 300 mil residências rurais só podem ser atendidas por satélite


O Sindisat (entidade que reúne as empresas de satélite que atuam no país) fez um estudo – que pretende apresentar à equipe do novo ministério – para identificar de que maneira os serviços prestados por seus associados poderiam se incorporar ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). E a endidade, após fazer uma pesquisa de mercado, constatou que pelo menos 300 mil residências rurais (entre domicílios e empresas de agronegócios) não terão qualquer outra forma de acesso aos serviços de telecomunicações (voz e banda larga) se não for via satélite. “Se o Brasil fosse um queijo, haveria inúmeros pequenos buracos neste queijo que não poderiam ser atendidos por qualquer tecnologia terrestre”, afirmou Fábio Alencar, diretor da entidade.

Luiz Otávio Prates, presidente do Sindisat, assinala que o estudo  teve como base a experiência Australiana, que adotou um programa de subsído às áreas remotas, que já beneficiou 85 mil casas e pequenas empresas. Lá, o governo libera até US$ 2,4 mil (para a aquisição e instalação das antenas e equipamentos de acesso aos satélites) a fundo perdido a toda a residência ou pequena empresa que comprovar que não tem outra forma de acesso a um serviço de banda larga comercial.

No Brasil, completa Alencar, a pesquisa constatou que a área mais carente é o Nordeste (muito mais populoso que o Norte), que concentra 48% da população rural, enquanto a região Norte detêm 11%. Pelos critérios adotados pelo sindicato, esses 300 mil domicílios e pequenas propriedades rurais estariam aptas a receber susídios do governo, pois não gerariam mais do que R$ 100 mil de renda média anual. Prates assinala que esta é uma contribuição da entidade ao PNBL, mas que obviamente caberia ao governo estabelecer os critérios para o atendimento rural e os subsídios a serem canalizados. 

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