PDT nas Comunicações. PMDB no MCTI. Contratos de TI serão revistos e secretarias cortadas


A reforma administrativa e ministerial anunciada hoje,02,e pela presidente Dilma Rousseff, confirmou a nomeação do líder do PDT na Câmara, André Figueiredo para o Ministério das Comunicações. Ricardo Berzoini foi deslocado para a Secretaria de Governo e o deputado pelo PMDB do Rio de Janeiro, Celso Pansera, assume o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, no lugar de Aldo Rebelo (PCdoB), que vai para a Defesa, e Jaques Wagner para a Casa Civil, e Aloízio Mercadante volta para o Ministério da Educação. As posses serão na terça de manhã. As transmissões de cargo, até quarta. No MiniCom, segunda o novo ministro já se reúne com equipe técnica. Ainda aguarda por orientação do Planejamento para saber o orçamento e o que deverá cortar.

Pansera, deputado federal PMDB/RJ, Ministro CTI a partir de outubro de 2015. (foto: agência Câmara)
Pansera, deputado federal PMDB/RJ, Ministro CTI a partir de outubro de 2015. (foto: agência Câmara)

A reforma administrativa e ministerial anunciada hoje,02,e pela presidente Dilma Rousseff, confirmou a nomeação do líder do PDT na Câmara, André Figueiredo para o Ministério das Comunicações. Ricardo Berzoini foi deslocado para a Secretaria de Governo e o deputado pelo PMDB do Rio de Janeiro, Celso Pansera, assume o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, no lugar de Aldo Rebelo (PCdoB), que vai para a Defesa, e Jaques Wagner para a Casa Civil, e Aloízio Mercadante volta para o Ministério da Educação.

Dilma cortou oito ministérios, criou uma comissão permanente da reforma do Estado e anunciou a redução de 30 secretarias nacionais entre os demais ministérios, além de fusão e extinção de diferentes órgãos e autarquias (entre eles, comenta-se a incorporação da Dataprev pelo Serpro).

Anunciou ainda o corte de até 20% nos gastos de custeios e de luz e telefone, limites de gastos com diárias e passagens (ministros e funcionários de primeiro escalão não podem mais viajar de primeira classe, por exemplo) e corte de 10% nos salários dos ministros.

Além disso, o governo vai rever todos os contratos de aluguel, de terceirização e de tecnologia da informação firmados, para reduzi-los, anunciou a presidente.

Serão cortados ainda, dos atuais 25 mil cargos em comissão – aqueles que são contratados sem concurso públicos – três mil cargos, criados novos critérios para uso dos carros oficiais, com frotas únicas de veículos e reavaliado o patrimônio da União. “A União não pode continuar sendo uma grande imobiliária”, afirmou a presidente.

O novo Ministro das Comunicações

André Figueiredo, o novo Ministro das Comunicações, é pedetista histórico, e foi secretário-executivo do Ministério do Trabalho, na gestão de Luppi, durante o governo de Lula, de 2007 a 2010, quando deixou o cargo para se eleger deputado federal, se reelegendo para a nova legislatura. No governo Dilma, com a postura de “independência” do PDT, Figueiredo orientou a bancada a votar contra as primeiras medidas do ajuste fiscal e chegou a acusar o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, de comprometer os projetos sociais do governo.

Em seu site, o novo ministro assume o compromisso de trabalhar pelo ajuste econômico do governo. Ele diz: “Participamos desse governo nos últimos oito anos. Nesse momento em que o Brasil atravessa uma grande crise, nós fizemos uma reflexão​ e ​decidimos aceitar o convite​ da presidente​. Trabalhar para minimizar a crise política que se retroalimenta na crise econômica é responsabilidade de todos nós” .

O novo Ministro da Ciência e Tecnologia e Inovação

Celso Pansera deixou o PT, partido que militava na juventude, para ser um dos fundadores do PSTU, um dos partidos mais radicais do espectro da esquerda brasileira, e rompeu com o grupo para apoiar Lula à presidência. Depois foi para o PSB e deixou o partido quando Eduardo Campos candidatou-se à presidência, desembarcando no PMDB. Deputado federal em primeiro mandato, é titular da comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara e foi presidente da Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro. Conta com o apoio do governo do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, e o líder da bancada  Leonardo Picciani (RJ). Foi acusado pelo doleiro Alberto Youssef de ser “pau mandado” de Eduardo Cunha, por tentar intimidá-lo na CPI da Petrobras.

 

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