Bernardo se surpreende com fusão Telefônica e GVT e diz que consumidor prefere mais competição


O ministro Paulo Bernardo se disse surpreso com a oferta de aquisição feita pela Telefónica à Vivendi, controladora da brasileira GVT. Para o ministro, o grupo Telefônica Vivo via ficar muito forte no Brasil, se o negócio se concretizar. Para ele, há um “frenesi” no segmento sobre a consolidação das empresas, mas o governo não vai fazer qualquer iniciativa para a consolidação do mercado. Disse que, no seu entender consolidação é “eufemismo para falar que peixe grande está comendo peixe pequeno”.

 O ministro Paulo Bernardo se disse surpreso com a oferta de aquisição feita pela Telefónica à Vivendi, controladora da brasileira GVT. Para o ministro, o grupo Telefônica Vivo vai ficar muito forte no Brasil, se o negócio se concretizar.  Para ele, há um “frenesi” no segmento sobre a consolidação das empresas, mas o governo não vai tomar qualquer iniciativa para a consolidação do mercado. Disse que, no seu entender consolidação é “eufemismo para falar que peixe grande está comendo peixe pequeno”.
Bernardo afirmou  que o negócio terá que ser avaliado pelo Cade e pela Anatel, no que se refere às questões regulatórias. Acredita, porém, que se a legislação brasileira permitir esta fusão, terá que ser aprovada. “Para o consumidor é sempre muito bom ter muitas empresas disputando a sua atenção. Mas o governo terá que analisar, perante as leis brasileiras, este negócio”, observou.
Crise da Oi
O ministro espera ainda que a Oi participe do leilão de 700 MHz (quando ele puder ser realizado, visto que o TCU suspendeu a publicação do edital), mesmo com a crise que a Portugal Telecom, um de seus controladores, enfrenta.  “Quem não participar terá uma desvantagem competitiva muito grande, pois a demanda por dados cresce exponencialmente”, afirmou.
REPNBL
Bernardo defende também a prorrogação do prazo de validade para a apresentação de projetos de rede que se candidatam ao REPNBL – programa de incentivo fiscal às redes de telecom  do Ministério das Comunicações. Segundo ele, foram aprovados investimentos o valor de R$ 3 bilhões, mas há outros R$ 10 bilhões em pedidos no ministério.
Para que este projeto seja prorrogado, o Congresso Nacional terá que aprovar uma nova lei, e há emendas neste sentido em diferentes Medidas Provisórias.  Bernardo desconhece também qualquer resistência por parte do Ministério da Fazenda à prorrogação desses benefícios.

 

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