Paulo Bernardo diz que em seis estádios da Copa faltará antena de WiFi


Ministro afirma que apelou às teles, construtoras e administradores da arena para que chegassem a uma solução. Como não houve, acredita que cobertura será prejudicada, mas saliente que é uma questão comercial.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, reafirmou nesta terça-feira (27), que o governo não vai intervir na briga entre operadores de telecomunicações e administradores de estádio, para implantação de wi-fi no interior das arenas. “Nós fizemos apelo às teles, construtoras e administradores sobre a necessidade de resolver essa questão, mas alguns administradores falaram que colocariam o serviço para explorar comercialmente. Não é um assunto que caiba ao Estado”, afirmou o ministro, que participou de audiência pública no Senado, nesta terça-feira (27).

Bernardo confirmou que seis estádios ficarão sem o wi-fi das operadoras – Itaquerão (São Paulo), Mineirão (Belo Horizonte), Arena da Baixada (Curitiba), Arena Pernambuco (Recife), Arena Castelão (Fortaleza) e Arena das Dunas (Natal). Sem o serviço, avalia, a internet móvel ficará mais lenta, porque não terá como escoar para as redes fixas a explosão de tráfego de dados. Mas disse que as coberturas 2G, 3G e 4G estão garantidas, mesmo nos estádios onde houve atrasos nas obras. “O de Curitiba fará o jogo teste no dia 1º de junho e já contará com a infraestrutura das teles”, afirmou.

O ministro discordou dos senadores, que queriam uma intervenção maior do governo nesse processo. “O nosso Compromisso com a Fifa, que é o transporte de sinal de áudio e vídeo entre os estádios e os centros de distribuições e nós cumprimos com as redes da Telebras que foram dimensionadas, com dois circuitos de fibras ópticas e que já foram testadas na Copa das Confederações. Mas a questão do wi-fi é meramente comercial”, afirmou.

 

Bernardo disse que o setor de telecomunicações terá um legado significativo da Copa, com as redes da Telebras, que antecipou seus investimentos em cinco anos e que serão depois usadas para o Plano Nacional de Banda Larga. A Anatel também recebeu recursos para ampliar sua infraestrutura de fiscalização que depois será usada no dia a dia.  “Além disso, tivemos um avanço no aprendizado tecnológico, de como atender bem em ambientes de grande concentração de usuários”, disse.

 

Sobre a cobertura 4G nos estádios, Bernardo disse que não foi uma exigência da Fifa, mas de oportunidade do governo, que casou a implantação da cobertura com as cidades com os jogos das seleções e cidades onde ficarão as seleções e nas concentrações no edital do leilão da faixa de 2,5 GHz. “Enfim, o Brasil sai da Copa mais preparado em termos de telecomunicações”, concluiu.

 

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