Paulo Bernardo defende prorrogação da concessão com obrigação de banda larga


O ministro entende que essa medida pode acelerar os investimentos na banda larga, mas ele ressalta que as metas estabelecidas pelo Programa Banda Larga para Todos, de levar a fibra ótica em 90% dos municípios e chegar com internet rápida em 45% das residências, podem ser atendidas independentemente deste debate. “O governo já falou que vai colocar dinheiro para bancar o plano de levar a banda larga para todos. Mas não pretendemos pagar a conta toda” afirmou ele.

Rio de Janeiro – O ministro entende que essa medida pode acelerar os investimentos na banda larga, mas ele ressalta que as metas estabelecidas pelo Programa Banda Larga para Todos, de levar a fibra ótica em 90% dos municípios e chegar com internet rápida em 45% das residências, podem ser atendidas independentemente deste debate. “O governo já falou que vai colocar dinheiro para bancar o plano de levar a banda larga para todos. Mas não pretendemos pagar a conta toda” afirmou ele.

Segundo Bernardo, a previsão de investimentos de R$ 50 bilhões, já anunciadas por ele, incluem o projeto de massificação da internet que preveem  também as metas de conexão urbanas, que estabelecem o acesso às fibras em 45% dos domicílios brasileiros em quatro anos. Mas se for considerada apenas a construção e modernização do backhaul, o cálculo cai para R$ 10 bilhões. “O governo já falou que vai colocar dinheiro para ajudar. Não pretendemos pagar toda a conta. O governo pretende entrar com subsídio parcial, e quem pedir menos subsídio, leva”.

Concessão
O ministro defende também uma renegociação dos contratos de telefonia fixa, com obrigações de internet e banda larga de qualidade. Para ele, o ideal seria estender as concessões atuais de telefonia fixa, para incluir estes temas. Mas  assinala que esta discussão não está vinculada ao plano de Banda Larga Para Todos, que será tocado independentemente de mudanças nas regras das concessões.

Ele salientou, no entanto, que as concessões vencem em 2025, e uma revisão contratual está prestes a ser feita no próximo ano. “A pergunta que precisamos responder é; quem vai contratar telefone fixo em 2020? Quem fica parado é poste”, afirmou.  Ele considera  que seria “um desperdício” não se aproveitar das redes das concessionárias para ampliar e acelerar a banda larga em território brasileiro.

Ele entende que esta discussão, que já começou a ser tocada pela Anatel, pode ser ampliada se o governo decidir contribuir para o debate. “O grande desafio do próximo governo é a infraestrutura”, completou.

A jornalista viaja a convite da TIM Brasil

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