Bernardo acusa bancos de ganhar dinheiro com consolidação de operadoras brasileiras e diz que governo quer mais um competidor


O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo,  negou hoje que o governo brasileira estaria vendo com bons olhos a consolidação de operadoras de telefonia celular no mercado brasileiro. “O governo brasileiro  não se manifesta sobre esta questão. Mas quero salientar que é o mercado financeiro que fala sobre este assunto, porque ganha dinheiro com a operação”, afirmou Bernardo. Ressaltou que a presidente Dilma Rousseff já autorizou a viagem dele e de sua equipe para os Estados Unidos e Europa em road show para apresentar as regras do edital de venda da faixa de 700 MHz, que poderá atrair novo entranhe. A sua intenção é fazer o road show no mês de junho. Ele voltou a garantir que o edital de venda será publicado em agosto, entre os dias 15 ou 18.

“O consumidor é quem deve decidir se cabe ou não outra empresa de celular no Brasil. Mas eu não tenho nenhuma obrigação de vender a frequência apenas para as empresas que estão aqui instaladas”, completou o ministro, ao responder indagação dos jornalistas sobre se haveria espaço para mais uma operadora de celular no mercado brasileiro.

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Bernardo salientou que as regras não estão isentas de  obrigações, principalmente a de pagamento aos radiodifusores pela desocupação da faixa. Ele não confirmou as informações que correm no mercado de que já haveria duas operadoras novas interessadas no leilão. O mercado comenta que dois bancos já teriam sido contratados como advisers: o Itaú e o Goldman Sachs.

Bernardo avisou ainda que o cronograma do switch off da TV analógica será divulgado juntamente com a publicação definitiva do edital, que deve sai no dia 15 ou 18 de agosto e a expectativa do governo de arrecadação é de R$ 7, 5 bilhões.

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