Parece iminente a concentração no mercado de TV a cabo argentino


Na semana passada, o jornal argentino Ámbito Financiero informou que hoje, 25, seria assinada a fusão das três operadoras de TV a cabo do país: Cablevisión, Teledigital e Multicanal. A Multicanal é controlada pelo Grupo Clarín, o qual também tem participação de 20% na Cablevisión; a Teledigital, empresa de TV a cabo que opera na …

Na semana passada, o jornal argentino Ámbito Financiero informou que hoje, 25, seria assinada a fusão das três operadoras de TV a cabo do país: Cablevisión, Teledigital e Multicanal. A Multicanal é controlada pelo Grupo Clarín, o qual também tem participação de 20% na Cablevisión; a Teledigital, empresa de TV a cabo que opera na Patagônia, pertence à Hicks Muse (HM) que, por seu lado tem 40% da Cablevisión. Segundo noticiário do Ámbito, também faria parte dessa negociação o Prima, ISP do Grupo Clarín, que provê acesso à internet através do cable modem da Multicanal.

Sempre de acordo com o Ámbito Financiero, em noticiário de hoje da Convergencialatina, o Grupo Clarín passaria a deter 60% da empresa resultante da associação, enquanto o mexicano David Martínez ficaria com os restantes 40%. Hoje, esse empresário possui participação de 20% da Cablevisión, através do Fundo Fintech, que injetaria os recursos para financiar a operação, inclusive os 60% do Clarín.

O grupo argentino de mídia desmentiu oficialmente a versão do Ámbito Financiero, mas, fonte ligada à Cablevisión e à Multicanal, disse à Convergencia que, embora, por hora, não ocorram mudanças acionárias das empresas, a médio prazo, a fusão pode ser um caminho possível.

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Poder de mercado

A fusão entre Cablevisión e Multicanal, as principais operadoras de TV a cabo da Argentina, está na ordem do dia desde que o Clarín, dono da Multicanal, adquiriu, em agosto do ano passado, 25% da Cablevisión, participação que caiu para 20% após a reestruturação da dívida da empresa. De acordo com autoridades da concorrência ouvidas pela Convergencia, a fusão das duas empresas teria enorme repercussão no mercado, face à concentração de poder da nova operadora, que teria 50% dos assinantes do serviço.

Também haveria concentração no segmento de acesso em banda larga em função das participações de mercado dos provedores da Cablevisión (Fibertel) e da Multicanal (Prima), que poderiam superar, ou chegar bem perto, da atual líder da áreade acesso em banda larga, a Telefónica. De quebra, a empresa que surgiria da fusão teria mais condições do que os competidores para oferecer triple play. Em resumo, a rigor, essa nova empresa, para fugir das autoridades de defesa da concorrência, poderia se constituir como uma operadora de telecomunicações, ao invés de provedor de TV a cabo.

Há uma década, o número de assinantes de TV a cabo na Argentina estacionou na casa dos 5 milhões, não contabilizadas as conexões ilegais, estimadas em 1 milhão, segundo a ATVC, a associação das operadoras. Nos últimos dois anos, o número de clientes cresceu, mas continua abaixo do recorde histórico registrado em 1998, de 5,12 milhões de assinantes. Para os próximos cinco anos, estima-se que o mercado continuará com expansão a taxas de um dígito.

(Da Redação)

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