Parceria entre RNP e Brasscom vai capacitar programadores


A Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação) está firmando um acordo com a RNP, a Rede Nacional de Pesquisa, ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, para promover cursos de capacitação em Java, Dot Net e Cobol, na modalidade ensino a distância, usando a rede da RNP. “Em maio os cursos já estarão operacionais e serão oferecidos também espaços para conexão, em instituições do sistema S (formado por instituições como Senai, Senac, Sesi e Sebrae), para os jovens que não tenham um computador com banda larga em casa”, informa Sérgio Sgobbi, diretor de Educação e RH da Brasscom.

Segundo Sgobbi, os cursos serão oferecidos em plataforma livre e dirigidos para jovens acima de 16 anos. O processo seletivo será feito online, no portal que ainda será lançado pela associação, e um dos requisitos é que os candidatos tenham perfil para ser um profissional de TI – entre as habilidades, a entidade considera raciocínio lógico e meticulosidade.

O processo terá também uma seleção geográfica. No ano passado, a Brasscom realizou o estudo “O mercado de profissionais de TI no Brasil”, e uma das constatações foi sobre a demanda de mão de obra no setor. As projeções  indicaram que os estados analisados – São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Sul, mais o Distrito Federal – demandarão 78 mil profissionais em 2014, mas apenas 33 mil concluirão os cursos. Os únicos estados que, em 2014, terão profissionais disponíveis em quantidade adequada são Bahia, Minas Gerais e Pernambuco.
 
Outra iniciativa na área de formação envolvendo a Brasscom visa a integração entre a academia e o setor privado. Ontem, Sgobbi fez uma apresentação sobre as principais demandas profissionais do mercado de TI para reitores de instituições federais, durante reunião do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif). A iniciativa, da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, visa a integração entre academia e setor privado para suprir a deficiência de profissionais no setor de TI.

A expectativa da associação é que as vagas nas universidades brasileiras sejam redistribuídas, com cursos que atendam a demanda das empresas e nos locais onde elas estejam instaladas. O estudo realizado em 2011 mostrou que São Paulo é o estado onde a situação é mais crítica: em 2010, foram contratados quase 14 mil profissionais e formados 10 mil estudantes. Rio Grande do Sul e Paraná também apresentam escassez de profissionais, porém, em menor escala. (Fonte: wireless Mundi)

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