Para vice-presidente, nova gestão recriou a Brasil Telecom.


No encerramento do terceiro trimestre de 2006, a Brasil Telecom está comemorando os resultados de um ano da nova gestão, segundo afirmou Charles Putz, vice-presidente financeiro e de relações com investidores da empresa, em entrevista coletiva realizada hoje, 1º de novembro, em São Paulo. Ele destacou que a comparação dos resultados do 3T06 com igual …

No encerramento do terceiro trimestre de 2006, a Brasil Telecom está comemorando os resultados de um ano da nova gestão, segundo afirmou Charles Putz, vice-presidente financeiro e de relações com investidores da empresa, em entrevista coletiva realizada hoje, 1º de novembro, em São Paulo. Ele destacou que a comparação dos resultados do 3T06 com igual período do ano passado foi favorável à companhia, apesar da queda do tráfego de voz fixa (a principal fonte de receita da operadora), que foi compensada tanto pelo avanço da operação móvel (apesar de sua baixa rentabilidade), como pela expressiva expansão dos serviços de dados (ADSL da BrT e serviços do internetGroup – BrTurbo, iBest e iG).

Para justificar a comparação, o executivo informou que, entre os dois períodos, a receita bruta total cresceu 1,8%; a de dados e telefonia móvel, 46%; o Ebitda (receita antes de juros, impostos, amortização e depreciação), 22%; a margem Ebitda, 5,6 p.p., para 28,9%, patamar que, sem o full billing,  seria de 36%; a reversão do prejuízo líquido; o crescimento de 40% do faturamento do ADSL (de R$ 1,25 bilhão).

Volta por cima

“A nova gestão recriou a companhia”, resumiu Putz, explicando que, embora o serviço móvel seja menos rentável do que o fixo, contribuiu para o aumento da margem Ebitda. Segundo o executivo, em 2006, vários acontecimentos poderiam ter prejudicado o desempenho da operadora: redução das tarifas; queda do tráfego de voz fixa; aumento de custos maior do que o da receita, em decorrência do full billing.

Entretanto, ressaltou o vp, as políticas adotadas resultaram em desempenho positivo. Foram elas: a defesa da telefonia fixa, com iniciativas como o Único; o crescimento da telefonia móvel e do serviço de dados; a exploração de serviços convergentes; a redução de custos; a otimização de investimentos.

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