Para Vedana, universalizasão é internet em casa e não na escola


Por falta de agenda dos componentes, a reunião do conselho consultivo da Anatel, que deveria acontecer na próxima sexta-feira, foi adiada para o dia 30. Nesse dia, tomará posse o novo conselheiro, Walter Fayad, representante dos usuários; serão apreciadas as contas da agência de 2006 e 2007 e  será debatida a denúncia de Flávia Lefèvre, …

Por falta de agenda dos componentes, a reunião do conselho consultivo da Anatel, que deveria acontecer na próxima sexta-feira, foi adiada para o dia 30. Nesse dia, tomará posse o novo conselheiro, Walter Fayad, representante dos usuários; serão apreciadas as contas da agência de 2006 e 2007 e  será debatida a denúncia de Flávia Lefèvre, de que a direção da Anatel mudou o texto do decreto do novo PGMU, que oficializou a troca dos PSTs pelo backhaul.

Na interpretação conselheira, como ficou o decreto, sem especificar que o backhaul é um bem reversível, ao final dos 18 anos de validade do acordo, as operadoras poderão reivindicar a rede implantada.

O presidente do conselho consultivo, Vilson Vedana, disse que uma autoridade da agência irá falar sobre a questão durante a reunião, mas ele espera que haja um posicionamento da direção da Anatel antes do dia 30. Ele disse que a posição da Flávia Lefèvre não tem o aval do conselho, que ainda não debateu o tema.

Fust

Apesar de não se posicionar sobre a denúncia contra a Anatel, Vedana elogia a mudança dos postos telefônicos pela rede de backhaul. Hoje, durante audiência pública na Câmara da Comissão Especial de Acesso a Redes Digitais, o presidente do conselho consultivo disse que a troca foi um grande avanço. Mas defende que o preço do serviço seja fixado pela Anatel em torno de  R$ 100,00 por Mbps. “Acima  desse preço, fica inviabilizado o acesso da internet em casa para milhões de pessoas”, prevê.

Sobre a mudança na lei do Fust, que está sendo tratada pela Comissão Especial, Vedana  disse que a universalização da banda larga somente se dará quando todos os cidadãos puder ter na sua casa. E ele acha os recursos do Fust são suficientes para levar a banda larga para todos os brasileiros, usando a tecnologia em fio ( Wi Fi/Wi Mech), muito mais barata do que as redes de cobre e fibra ótica.

– A R$ 100,00 por Mbps teríamos um custo de conexão de internet para todos os brasileiros de R$ 18 milhões por mês ou R$ 2616 milhões por ano, que corresponde  a apenas um quarto do que o Fust arrecada todos os anos”, comparou.   

A Comissão Especial de Acesso a Redes Digitais de Informação está apreciando o Projeto de Lei nº 1.481, de 2007, de autoria do senador Aloízio Mercadante (PT-SP), que "altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e a Lei nº 9.998, de 17 de agosto de 2000, para dispor sobre o acesso a redes digitais de informação em estabelecimentos de ensino". Os projetos prevêem a alteração na lei do Fust, para permitir que os recursos sejam usados em outras finalidades, especialmente educacionais.

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