SindiTelebrasil: aumento da velocidade nas escolas depende de avaliação de teles


A falta do cumprimento das metas do Programa Banda Larga nas Escolas, pelas concessionárias, foi motivo de polêmica entre o Ministério das Comunicações e o representante das teles, durante a audiência pública sobre o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, nesta terça-feira (10). O presidente do SindiTelebrasil, Eduardo Levy, disse que a ampliação da velocidade de 1 Mbps para 2 Mbps, prevista no programa, não é automática, mas sim que depende de avaliação da concessionária.

O secretário de Telecomunicações do Minicom, Nelson Fujimoto, disse que é automática sim, o que depende de avaliação da tele é a ampliação para velocidades acima de 2 Mbps. O único consenso é com relação ao atraso, mas ninguém informou qual o prazo para o atendimento dessas metas.

Já o superintendente de Universalização da Anatel, José Gonçalves Neto, apesar de reconhecer o atraso no cumprimento das metas, disse que o único prazo acertado é da conclusão das conexões das 11 mil escolas públicas urbanas que foram acrescentadas após o censo escolar de 2009. As teles têm até 31 de dezembro deste ano para levar a banda larga a essas instituições de ensino.

Segundo levantamento da Anatel, a Oi é a operadora que apresenta maior atraso na ampliação da velocidade nas escolas, tendo atendido apenas 8% delas em sua áreas origianl, sem a Brasil Telecom. A operadora afirma que implantou 2 Mbps em 25% das instituições das duas regiões.
 

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