Para secretário, TV digital permitirá uso racional do espectro.


A televisão digital irá permitir a utilização mais racional do espectro de freqüência. Esta é a opinião de Roberto Pinto Martins, secretário de telecomunicações do Ministério das Telecomunicações, que participou de painel sobre o tema durante a 10ª Futurecom, na tarde de hoje, em São Paulo. O secretário destacou que a tecnologia digital irá preencher …

A televisão digital irá permitir a utilização mais racional do espectro de freqüência. Esta é a opinião de Roberto Pinto Martins, secretário de telecomunicações do Ministério das Telecomunicações, que participou de painel sobre o tema durante a 10ª Futurecom, na tarde de hoje, em São Paulo. O secretário destacou que a tecnologia digital irá preencher todo o espectro de transmissão que hoje está vazio, aumentando a quantidade de canais existentes ou sendo utilizado para outros serviços.

Sem propriamente debater as questões ligadas à implementação da TV digital no Brasil, os convidados do painel “TV Digital Terrestre, Desafios a serem Superados” expuseram os pontos de vista de cada entidade representada por eles sobre o assunto.

Para Alexandre Annenberg, diretor-executivo da ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura) a televisão digital representa uma mudança de paradigma. “É ver a televisão não mais como um mero e apenas instrumento e entretenimento, mas como um instrumento de comunicação e interatividade”, disse ele.

Já David Britto, diretor-presidente da Quality Software, considerou que a adoção de um sistema nacional de televisão digital “coloca o Brasil numa posição de liderança” e traz independência tecnológica ao país. Para ele, o desenvolvimento de um middleware próprio, o Ginga, fomenta não apenas novas pesquisas acadêmicas mas também a criação de novas empresas e a geração de empregos.

Interatividade

Apontando que o SBT, emissora onde é diretor de tecnologia, tem recordes no recebimento de SMS, o presidente do Fórum SBTVD, Roberto Franco, destacou que a interatividade é “nata” no telespectador brasileiro. Franco observou também que é importante, com as possibilidades criadas pela nova tecnologia, aproveitar o aumento do envolvimento do telespectador para gerar novos negócios.

Walter Ceneviva, vice-presidente executivo da TV Bandeirantes, colocou na conversa um questionamento que ainda deverá ser resolvido pelo consumidor: se a TV digital será assistida em televisores pequenos, portáteis, ou com o aparelho embarcado em celulares.

Mediado pelo jornalista Heródoto Barbeiro, o painel também contou coma presença de Liliana Nakonechnyj, presidente da SET (Sociedade Brasileira de Engenharia e Televisão) e diretora de engenharia de telecomunicações da Rede Globo, Daniel Slaviero, presidente da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), Luis Fernando Maluf, diretor da Sun Microsystems, e Paulo Castelo Branco, diretor de telecomunicações da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) e Moris Arditti, da Gradiente.

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