Para Rezende, corte de verbas não afeta ações prioritárias do MCT.


O ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, minimizou os efeitos do corte no Orçamento para sua pasta. Segundo ele, os cortes chegaram a 18%, mas a previsão inicial de recursos era 25% maior do que as verbas do ano passado. “O Orçamento ficou em torno de R$ 4 bi, praticamente igual ao de 2008”, …

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, minimizou os efeitos do corte no Orçamento para sua pasta. Segundo ele, os cortes chegaram a 18%, mas a previsão inicial de recursos era 25% maior do que as verbas do ano passado. “O Orçamento ficou em torno de R$ 4 bi, praticamente igual ao de 2008”, disse. Ele reconheceu os prejuízos às contas públicas decorrentes da crise financeira mundial.

Rezende, que apresentou hoje os principais programas da sua pasta aos deputados da Comissão de Ciência e Tecnologia, assegurou que o corte de verbas não prejudica as ações em andamento. As áreas mais prejudicadas foram os programas de fundos setoriais, especialmente nas áreas de petróleo, de energia e de saúde. “Os grandes programas do MCT, como os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, programas de Núcleo em Excelência, Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec), e a subvenção econômica para as empresas na área de inovação, não foram afetados porque nós vamos concentrar os recursos  nessas ações, que consideradas prioritárias”, disse.

Em relação aos recursos para bolsas de pesquisa, que tiveram perdas de R$ 180 milhões, o ministro garantiu que serão recompostas. “Já temos a garantia do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, de que não faltará dinheiro para as bolsas”, disse. Ele concordou com a avaliação dos deputados de que a inovação é, nesse momento de crise, essencial para manter a competitividade do país. No total, o corte no Orçamento do MCT superou R$ 1,2 bilhão.

O presidente da comissão, Eduardo Gomes (PSDB-TO) disse que a CCT criou uma subcomissão destinada a acompanhar a execução orçamentária dos projetos nas áreas de interesse do colegiado nos diversos ministérios, especialmente o de Ciência e Tecnologia e Comunicações. Ele também assegurou que irá trabalhar para modernização da Lei de Informática e da Lei do Bem, que concedem incentivos fiscais para a área de TI, ações reivindicadas por Rezende.

Anterior Anatel reajusta em 13,46% valores de referência da EILD
Próximos Rio constrói rede pública em parceria com UFF