Para Qualcomm, licitação da faixa de 2,5 GHz não sai antes de 2012.


A Qualcomm lança os dois primeiros processadores para a tecnologia LTE (quarta geração) para o terceiro trimestre deste ano. Em 2010, serão lançados os primeiros aparelhos que carregarão esses processadores. O anúncio foi feito hoje o diretor Corporativo da companhia, Paulo Breviglieri., no seminário LTE – Tecnologia e Mercado, que reuniu fabricantes, operadoras, representantes do …

A Qualcomm lança os dois primeiros processadores para a tecnologia LTE (quarta geração) para o terceiro trimestre deste ano. Em 2010, serão lançados os primeiros aparelhos que carregarão esses processadores. O anúncio foi feito hoje o diretor Corporativo da companhia, Paulo Breviglieri., no seminário LTE – Tecnologia e Mercado, que reuniu fabricantes, operadoras, representantes do governo e consultores do mercado, em Brasília. Segundo ele, os aparelhos ainda não têm preços, mas acredita que serão compatíveis com a escala de produção. “As previsões dos analistas são de que a LTE crescerá a taxas anuais superiores a 400%, chegando em 2014 com cerca de 130 a 140 milhões de usuários no mundo.

A participação expressiva do Brasil nesse mercado, de acordo com Breviglieri, ainda vai demorar. Isto porque ele não acredita que a licitação da faixa de 2,5 GHz, que deverá ser destinada a essa tecnologia, não acontecerá antes de 2012. Antes disso, avalia, não haverá espaço de tempo suficiente para concluir a regulamentação do uso da faixa e preparar o edital. Depois de licitada, ainda será necessário um tempo não inferior a nove meses para que as operadoras implantem suas redes. “Acho que a realização da Copa do Mundo no Brasil em 2014 pode apressar um pouco as decisões”, disse.

Segundo Breviglieri, a Qualcomm é favorável a qualquer partilha da faixa de 2,5 GHz para a quarta geração, desde que compatível com o que recomenda a UIT (União Internacional de Telecomunicações) e Cistel e conveniente para o mercado. “Nós defendemos o máximo da faixa possível para a LTE, porque consideramos essa como a evolução das tecnologias móveis atuais”, disse. Dentro do cenário atual, a companhia defende  a destinação de 140 MHz para a tecnologia, sendo dois módulos de 70 MHz e um módulo de 50 MHz no meio para o MMDS (TV paga por micro-ondas), que já ocupa a faixa.

Brleviglieri disse que uma operadora com menos de 20 MHz não poderá oferecer o máximo que a tecnologia pode render. “Com um bloco de 10 MHz, a velocidade máxima, por exemplo, cai para menos da metade”, disse. Ele não sabe como seria dividido cada bloco de 70 MHz entre as operadoras, porque alguma teria que ficar com apenas 10 MHz.

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