IDC estima que 3 milhões de celulares conectam-se com a internet no Brasil


O Brasil deve fechar 2011 com 27 milhões  acesso à banda larga, o que representa uma penetração de 10% sobre a população e uma alta de 36% em relação a 2010, segundo pesquisa da consultoria IDC Brasil divulgados nesta quarta-feira (21). Os acessos móveis são os que mais crescem, podendo mais que dobrar no final do ano para 11 milhões de acessos, entre modems 3G e acessos por smartphone. Os dados da companhia não incluem o mercado pré-pago.

No segundo trimestre, o país registrou 23 milhões acesso, sendo 10 milhões por redes fixas de ADSL,  5 milhões por modems 3G e 3 milhões por smartphone. Este último teve um crescimento de 30% com relação ao primeiro trimestre e deve chegar a 5 milhões no final do ano. “A internet móvel cresce a um ritmo muito mais rápido que o fixo”, afirmou o analista de telecomunicações do IDC, Samuel Rodrigues. Segundo ele, no final de 2010, eram 1,8 milhões de acessos via smartphone.

Para o presidente da companhia, Mauro Peres, no entanto, a entrada da classe C no mercado representa um potencial de crescimento significativo, uma vez que as classes A e B já mostram sinais de saturação em algumas regiões, como o estado de São Paulo, que sozinho abriga 40% dos pontos de acesso de banda larga do país. “O pré-pago é sem dúvida uma das apostas para entrar nesse mercado”, disse o executivo, que embora não tenha dados sobre o segmento, estima que a modalidade já represente um mercado de cerca de 2,5 milhões de modems 3G.

O IDC também informou que mais de 50% dos acessos à banda larga do país são de velocidades ofertadas de entre 1 e 4 Mbps, e que a tendência para os próximos anos são as ofertas acima de 5 Mbps. Rodrigues também afirmou que o investimento médio das operadoras  por ano é de R$ 15 bilhões.

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