Para operadoras, Copa reforça modelo de compartilhamento


Um novo modelo de rede de telecomunicações, baseado no compartilhamento de infraestrutura, será o principal legado da Copa do Mundo para o país, na avaliação de executivos da Oi, Telefonônica/Vivo e Telebras, que participaram nesta tarde de um painel sobre telecomunicações no Ciab (congresso de tecnologia das instituições financeiras), promovido pela Febraban em São Paulo. “A Copa provocou o compartilhamento e, com um trabalho integrado, é possível fazer um atendimento com melhor qualidade e menor custo”, disse Maurício Vergani, diretor da Unidade de Negócios de Clientes Corporativos da Oi.

As quatro operadoras criaram um consórcio e cada uma ficou responsável por um grupo de estádios, fornecendo a infraestrutura para todas as operadoras. “Isto vai garantir velocidade, otimização do investimento e  abre uma nova página de oportunidades, de discussão”, afirmou Vergani. Ele lembrou que na 4G, a Oi e a TIM trabalham de forma compartilhada.  

A Telebras, lembrou seu presidente Francisco Ziober Filho, construiu as redes metropolitanas nas 12 cidades sede da Copa para prestar serviços de transmissão HDTV ponto a ponto, além de ter ampliado seu backbone, e poderá vender capacidade para a iniciativa privada, aumentando a oferta de infraestrutura. “No final de 2013 já tínhamos 17 mil km de fibras iluminadas em todo o país, contra 12 mil km em 2012”, destacou.

Ziober também vê o compartilhamento como um modelo que ganhou espaço nos preparativos para a Copa. Citou como exemplo a rede na região Norte do país, na extensão do linhão Tucurui-Manaus, que teve primeiro a adesão da TIM e, posteriormente, da Vivo e da Oi.

De acordo com o SindiTelebrasil, o legado das operadoras inclui um acréscimo de 28% na infraestrutura existente, mais de 15 mil antenas novas 3G e 4G, instaladas entre 2013 e 2014, 120 mil pontos WiFi nas cidades e 10 mil km de fibras ópticas instaladas.

O tema compartilhamento preocupou o moderador do painel, Nivaldo Gaspar da Silva Filho, superintendente de Comunicação e Infraestrutura do Bradesco, que levantou a questão da segurança na rede. Sergio Budkin, diretor comercial da Telefônica Vivo esclareceu que, se o cliente corporativo pedir para conhecer as rotas do tráfego, as operadoras prestam as informações.

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