Para Oi, performance da banda larga brasileira é “copo meio cheio e meio vazio”.


O diretor de planejamento estratégico da Oi, João de Deus, reclamou, durante debate no Futurecom, das "frases desrespeitosas" formuladas por alguns representantes do governo no que se refere à banda larga brasileira."As operadoras privadas são acusadas de que não têm interesse, e que a banda larga brasileira é lenta, escassa e cara, mas o copo …

O diretor de planejamento estratégico da Oi, João de Deus, reclamou, durante debate no Futurecom, das "frases desrespeitosas" formuladas por alguns representantes do governo no que se refere à banda larga brasileira."As operadoras privadas são acusadas de que não têm interesse, e que a banda larga brasileira é lenta, escassa e cara, mas o copo meio cheio e meio vazio não pode ser visto só de uma forma", afirmou o executivo.

Assinalou que, se a banda larga está hoje presente em 68% dos lares que têm
computador, há cinco anos ela não chegava em 28% das residências. "Afirmam que nossos preços não estão compatíveis com o nível de renda da população, mas se comparados com os valores dos demais países, são os mais baixos do mundo", ressaltou. Disse que na faixa de 1 a 2 Mbps, o preço cai 27% ao ano no mercado interno.

"Reclamam que ela é lenta, mas a oferta acima de 1 Mbps aumenta 38% de um ano para o outro", continuou.

Representante da Copel Telecom, Orlando Cesar de Oliveira, (Companhia de Energia Elétrica do Paraná), presente no debate assinalou, contudo, que o Brasil ocupa o 65o lugar na inclusão digital, 80o lugar no uso das TICs e 100o lugar na velocidade média da banda larga. Em resposta, o executivo da Oi convocou as elétricas a se engajarem no processo de construção da rede nacional de banda larga,sugerindo a redução do preço do aluguel de poste da Copel,que custa hoje R$ 3,00, o mais caro do Brasil, segundo a Oi. 

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