Para Oi, é melhor competir com a Telefônica.


O presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, voltou a defender a compra da GVT pela Telefônica. Segundo ele, a vinda de um novo player poderá prejudicar o mercado. “Acharia estranho se a Vivendi entrasse no Brasil, porque iria balançar um pouco nosso modelo”, disse. O argumento de Falco é de que a Telefônica já conhece …

O presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, voltou a defender a compra da GVT pela Telefônica. Segundo ele, a vinda de um novo player poderá prejudicar o mercado. “Acharia estranho se a Vivendi entrasse no Brasil, porque iria balançar um pouco nosso modelo”, disse.

O argumento de Falco é de que a Telefônica já conhece bem o Brasil, conhece o retorno sobre investimento, a parte fiscal e a de licenças. “Quando chega um novo player, e sempre é bom um novo player, mas que não entende do sistema tributário, não sabe os custos escondidos, dos problemas trabalhistas e começa a fazer conta e joga o preço para baixo, isso não é bom para o sistema. Pode inicialmente parecer bom para o consumidor, mas em longo prazo prejudica, porque destrói valor das companhias”, disse.

Falco ressalta que a compra da GVT é a prova da sua tese, de que o mercado de telecom ficaria consolidado em três grandes grupos. “Nós fizemos um esforço gigantesco para comprar a Brasil Telecom. E a consolidação continua”, disse.

A GVT, única empresa espelho que deu certo no Brasil, está sendo disputada pela Telefônica e a Vivendi, grupo francês que é líder mundial no setor de entretenimento.

PL 29

O presidente da Oi criticou a intenção de alguns parlamentares de regulamentar a internet. Segundo ele, a versão atual do PL 29/07, que regulamenta o mercado de TV por assinatura e permite a entrada das teles no setor, tenta travar a rede mundial de computador, numa atitude completamente equivocada. “A internet é um mundo anárquico, ninguém controla”, disse.

Falco também considera absurdo continuar proibindo as teles de entrarem no mercado de TV por assinatura. “Qualquer sistema de TV paga lançado agora vende até rachar. Uma prova de que esse mercado está mal atendido”, disse. Ele ressalta que somente sete milhões de brasileiros têm acesso ao serviço, num mercado potencial de 30 milhões de usuários.

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