Para NIC.br, uso de software para medir velocidade de conexões é possível.


O uso de software para medir a velocidade da banda larga é possível e já é adotado por operadoras de outros países. É o que informa o diretor de projetos do NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR), Milton Kashiwakura, que considera factível a proposta de regulamento da qualidade em consulta na Anatel.

Em sua palestra no seminário “Modelo de Avaliação da Qualidade de Acesso à internet em Banda Larga”, promovido nesta quinta-feira (1º) pela Telebrasil, Kashiwakura disse que o NIC.br já desenvolveu um software para testar as velocidades das conexões, que está disponível para os usuários no site HTTP://simet.nic.br.

Segundo Kashiwakura, os resultados obtidos por meio do Simet (Sistema de Medição de Tráfego de Última Milha) são semelhantes aos apontados por meio de equipamentos dedicados. E a entidade já prepara a evolução do software, no sentido de evitar interferências do ambiente do usuário nos testes.

“Nós estamos desenvolvendo um sistema que recomenda o uso de outro software pelo usuário que não obteve os parâmetros mínimos no uso do Simet”, disse. O novo software avalia exatamente as condições do ambiente do usuário, se está usando wi-fi, executando outro software e até a qualidade da máquina. Caso encontre dificuldades, o software vai recomendar ao usuário a medição em outras condições.

Para Kashiwakura, a simples transparência da qualidade dos serviços prestados pelas operadoras só dá certo em mercados onde há competição, o que não é o caso do Brasil. Durante a palestra, ele apresentou a medição feita pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) durante seis meses nas conexões das operadoras em mercados onde há competição, como foi acertado com as prestadoras, dando condições de igualdade para todos.

O resultado desses testes, realizado em parceria com o Inmetro e a Anatel, serviram para definir as metas de qualidades propostas no regulamento em consulta pública na Anatel. Serviram também como parâmetro de qualidade já adotado pela Telebras.

Kashiwakura disse que o NIC.br já começou as definições de parâmetros para medir a banda larga móvel, mas disse que ainda depende de muito trabalho para conclusão. Ao contrário do que prega a consultoria norte-americana SamKnows, a entidade considera que os parâmetros para medir as conexões móveis são muito diferentes dos usados para testar a qualidade dos acessos fixos.

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